Saúde
Covid-19: primeiros testes de vacina brasileira terão 400 voluntários
SpiN-TEC é desenvolvida por pesquisadores da UFMG e Fiocruz.
Os testes clínicos da vacina SpiN-TEC contra covid-19, desenvolvida por pesquisadores do CT Vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), vão começar com um grupo de 432 voluntários, segundo detalhes divulgados hoje (3), após a aprovação dos experimentos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Segundo a Fiocruz, os ensaios clínicos começam assim que a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) revalidar a aprovação concedida anteriormente, o que é necessário para contemplar as recomendações apresentadas no parecer da Anvisa.
Os testes clínicos, ou seja, os testes de uma vacina em humanos, incluem três fases antes de os desenvolvedores solicitarem o registro dos resultados às agências reguladoras. Na fase 1, é avaliada a segurança da vacina em um grupo pequeno de voluntários. Na fase 2, os pesquisadores aumentam o número de voluntários e testam também a resposta imunológica da vacina proposta. Por último, na fase 3, o número de voluntários é ainda maior, para que seja testada a eficácia da vacina na comparação com um grupo controle.
No caso dos testes da SpiN-TEC, os pesquisadores realizarão a fase 1 em 72 voluntários, para verificar possíveis efeitos colaterais da vacina, como dor de cabeça, dor local, febre, náusea, entre outros. Os voluntários serão observados durante um ano, mas a fase 2 poderá começar caso não haja problemas dentro de quatro a seis meses após o início da fase 1.
Na fase 2, o estudo contará com 360 voluntários. Além da segurança, os pesquisadores vão observar nessa etapa o nível de anticorpos gerados e a resposta dos linfócitos, estruturas que, juntas, poderão garantir a proteção do organismo contra o vírus SARS-CoV-2.
Segundo a Fiocruz, nas duas etapas, os voluntários serão divididos em dois grupos: um com participantes com idade entre 18 e 54 anos, que passará pelos testes primeiro; e outro, com pessoas com idade entre 55 e 85 anos. Os cientistas querem entender se a faixa etária pode interferir na resposta imunológica e também na segurança da vacina.
O lote clínico de vacinas que serão aplicadas nos 432 voluntários durante as fases 1 e 2 já está pronto. Segundo o pesquisador Ricardo Gazzinelli, coordenador do projeto, depois do desenvolvimento do processo de produção do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) no CT-Vacinas (Fiocruz/UFMG), o insumo foi transferido para a Universidade de Nebraska, nos Estados Unidos, onde ocorreu a fabricação do lote. O envase, por sua vez, foi realizado no Complexo Industrial Farmacêutico Cristália, em São Paulo.
Além de se provar eficaz, a SpiN-TEC precisará igualar ou superar a eficácia das vacinas já existentes no mercado, para que sua aprovação seja concedida, uma vez que a maioria da população já está imunizada e a vacina será usada como dose de reforço.
Caso seja aprovada nas primeiras duas fases, o imunizante ainda passará pela fase 3 de testes que deve envolver cerca de 4 mil voluntários, e a produção das vacinas que serão utilizadas contará com uma parceria que já foi firmada com a Fundação Ezequiel Dias (Funed), laboratório central do estado de Minas Gerais, para a fabricação do IFA. O envase deve ser feito por uma empresa brasileira do setor privado que já manifestou interesse na comercialização da SpiN-TEC em caso de confirmação de sua segurança e eficácia, segundo a Fiocruz.
Os testes laboratoriais realizados, até o momento, mostram que a vacina confere proteção contra o agravamento de casos de covid-19 sem causar efeitos colaterais relevantes em camundongos e primatas não humanos.
Nova tecnologia
A vacina SpiN-TEC tem tecnologia diferente das quatro vacinas contra covid-19 usadas até agora no Brasil: CoronaVac, AstraZeneca/Fiocruz, Pfizer e Janssen. Ela usa a fusão de duas proteínas do SARS-CoV-2, S e N, para formar uma proteína “quimera”. Segundo os desenvolvedores, essa associação confere à SpiN-TEC um diferencial em relação aos demais imunizantes, que miram apenas a proteína S, por ser aquela que o vírus utiliza para invadir as células humanas.
O problema de atacar apenas a proteína S é que ela também é a que mais acumulou mutações ao longo da evolução do novo coronavírus, o que deu às novas variantes mais eficiência contra os anticorpos neutralizantes. A proteína N, por outro lado, é menos sujeita às mutações que geraram novas variantes.
Além da segurança da vacina, o estudo em humanos quer provar que, por conter a quimera com as duas proteínas, a SpiN-TEC poderá oferecer proteção contra o coronavírus e suas variantes, sem dar a elas maior chance de escape.
Agência Brasil
Saúde
Vereadora defende farmácias básicas em unidades de saúde em três bairros
A Câmara Municipal de Guarabira aprovou, nesta terça-feira (2), três requerimentos de autoria da vereadora Jussara Maria, solicitando da prefeita Léa Toscano a implantação de farmácias básicas nas unidades de saúde dos bairros Assis Chateaubriand, Clóvis Bezerra e Lucas Porpino.
– Solicita da Prefeita Municipal uma farmácia básica para o Posto de Saúde do Bairro Assis Chateaubriand, conforme especifica.
– Solicita da Prefeita Municipal uma farmácia básica para a UBS do Bairro Clovis Bezerra, conforme especifica.
– Solicita da Prefeita Municipal uma farmácia básica para a UBS do Bairro Lucas Porpino, conforme especifica.
A vereadora Jussara gradeceu a aprovação de suas proposituras por unanimidade, disse que as demandas apresentadas são fruto de solicitações da população que chegam ao seu gabinete e defendeu que haja a descentralização da distribuição dos medicamentos.
Ascom/CMG
Saúde
Novos equipamentos do Hemocentro vão dobrar capacidade de armazenamento de plasma
Unidades de João Pessoa e Campina Grande vão receber novos freezers para armazenamento de plasma, o que permite ampliar produção de hemoderivados.
O Hemocentro da Paraíba recebeu novos equipamentos de alta tecnologia para ampliar e qualificar os serviços de hemoterapia prestados na rede estadual de saúde. A entrega foi feita nessa sexta-feira (28).
A iniciativa, idealizada pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), é resultado de investimentos estratégicos no âmbito do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), programa do Governo Federal.
O investimento total nos novos equipamentos ultrapassa os R$ 3,2 milhões de reais e vai beneficiar as unidades do Hemocentro de João Pessoa e Campina Grande.
Ao todo, serão 18 freezers e flash freezers – 12 já foram entregues e 6 estão em processo de recebimento. Os novos equipamentos permitirão dobrar a capacidade de armazenamento de plasma do Hemocentro, ampliando a produção de hemoderivados (medicamentos produzidos a partir do plasma) com mais eficiência e segurança.
Em todo o Brasil, a Hemorrede, que já entregou cerca de 240 mil litros de plasma para Hemobrás, ampliará a capacidade de entrega significativamente, com estimativa inicial de aumento de pelo menos 30%.
Garantir a disponibilidade de plasma à Hemobrás é assegurar que medicamentos estratégicos, como Fatores 8 e 9 da coagulação¸ albumina e imunoglobulina, por exemplo, sejam produzidos nacionalmente, reduzindo a dependência de importações e consolidando a soberania sanitária do SUS.
Portal Correio
Saúde
Hospital Santa Isabel, em João Pessoa, passa a oferecer exame de urodinâmica
Exame é fundamental para o diagnóstico do mal funcionamento da bexiga, tanto em homens quanto em mulheres.
O Hospital Municipal Santa Isabel (HMSI) passa a oferecer, a partir deste mês, mais um importante serviço aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se do estudo urodinâmico, um exame fundamental para o diagnóstico do mal funcionamento da bexiga, tanto em homens quanto em mulheres.
O serviço, que será entregue no próximo dia 29, é inédito na Rede Municipal de Saúde.
De acordo com o médico urologista Rafael Rebouças, que coordena o Serviço de Urologia do Hospital Santa Isabel, o estudo urodinâmico é muito importante para pacientes com aumento da próstata, mulheres e homens com incontinência urinária e pacientes com doenças neurológicas da bexiga.
“É uma gama de pacientes que vão se beneficiar com o estudo urodinâmico, que hoje é muito difícil de conseguir na rede pública. Agora, o Hospital Santa Isabel vai expandir esse atendimento, favorecendo os pacientes que têm patologias prostáticas ou vesicais”, destacou.
A diretora-geral do HMSI, a médica Adriana Lobão, comemorou a implantação do novo serviço, destacando sua importância para a parte urológica do homem e da mulher. “Nós vamos ofertar o serviço para os homens e as mulheres. Em relação às mulheres, esse exame é necessário em algumas patologias femininas”, explicou.
Ela ressaltou também que o Hospital Santa Isabel, com a oferta do estudo urodinâmico, aumenta o acesso da população ao exame, que atualmente atende a uma quantidade restrita de pacientes do SUS.
“Nós ficamos felizes em saber que estamos oferecendo mais um serviço para os pacientes do SUS, que estamos proporcionando ao paciente que está precisando do exame fazer de forma mais rápida, com a inauguração desse novo serviço. Na prática, estamos aumentando a possibilidade do paciente ter acesso a esse exame na Capital pelo SUS”, declarou.
Portal Correio
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