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Campanha vai pautar redução do desperdício de alimentos na sociedade

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

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Uma campanha coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente e integrada por diversos órgãos governamentais e entidades da sociedade civil vai pautar na sociedade os prejuízos da perda e do desperdício de alimentos e a necessidade de combater essas práticas. O anúncio foi feito hoje (3) na sede do ministério, em Brasília.

A campanha terá como ápice a “Semana de Conscientização da Perda e Desperdício de Alimentos”, série de eventos programados para a última semana do mês de outubro. O objetivo dos promotores é mobilizar governos, parlamentos, empresas e organizações da sociedade para divulgar mensagens de sensibilização sobre o problema.

Segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), 1/3 dos alimentos produzidos no mundo não são consumidos por alguma razão. Isso representa 1,3 bilhão de toneladas ao ano. Enquanto isso, ainda há no mundo quase 1 bilhão de pessoas passando fome.

De acordo com dados da ONG World Wide Fund for Nature (WWF), os grupos de alimentos mais desperdiçados na América Latina são as frutas e hortaliças (55%), as raízes e tubérculos (40%), os pescados (35%) e os cereais (25%).

Quando o não aproveitamento de alimentos ocorre na cadeia de produção e distribuição, o termo aplicado é o da “perda”. Quando o problema ocorre no consumo, as autoridades usam a palavra desperdício.

Medidas

Segundo a secretária de articulação institucional e cidadania ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Rejane Pierati, é possível atuar nas duas situações para garantir o aproveitamento adequado. A campanha vai buscar apresentar caminhos e soluções a serem adotadas por empresas, organizações e pelas pessoas em casa.

Na cadeia de produção, é possível tomar uma série de medidas para evitar que 1/3 da comida produzida vá para o lixo. Um exemplo é qualificar o acondicionamento das comidas durante seu transporte até os locais de venda. Outra medida é melhorar as embalagens de modo que elas possam acompanhar o produto o máximo de tempo possível, o que melhora a conservação.

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) também divulgou há algumas semanas dicas e sugestões de como evitar desperdícios em restaurantes e em casa. As medidas são simples, mas necessárias.

Em primeiro lugar, valorizar o cálculo da comida necessária para o preparo. Em segundo lugar, congelar os alimentos que sobram ou transformá-los em novas refeições, inclusive utilizando-os para novas receitas. E buscar sempre acabar com os alimentos antes de selecionar algo novo.

Informações

Para a campanha, o Ministério do Meio Ambiente celebrou parceria com a ONG internacional WWF para divulgar o site www.semdesperdicio.org. Na página, são apresentados números da perda e desperdício, dicas de como reaproveitar alimentos e ideias de como evitar jogar desnecessariamente comida no lixo.

Segundo Rejane Pierati, além do site, a campanha deve formular novos conteúdos para difusão em redes sociais, em meios de comunicação e nos sites das organizações promotoras e parceiras. O objetivo é fomentar atividades e projetos que fortaleçam a difusão dessas informações.

 

Agência Brasil

 

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CDH vota projeto que assegura direitos a crianças e adolescentes em adoção

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Marcos Oliveira/Agência Senado

Também deve ser votado projeto que busca incentivar o envelhecimento saudável da população.

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) tem reunião nesta quinta-feira (27), às 9h, com 34 itens na pauta de votações. Entre eles, está um projeto de lei que garante direitos a crianças e adolescentes que estejam em processo de adoção (PL 1.535/2019).

De autoria da senadora Leila Barros (PSB-DF), a proposta altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para determinar que, no período de habilitação, o adotado possa fazer uso do sobrenome do adotante mesmo antes da alteração definitiva dos documentos, permitindo maior vínculo e segurança para a criança ou adolescente e a nova família. Também garante ao adotado a continuidade nos atendimentos públicos prestados durante estadia em instituições de acolhimento.

Além disso, a proposição assegura ao adotante o direito de matricular a criança ou adolescente em escola pública de sua preferência, mais próxima de casa ou do local de trabalho. Atualmente não há amparo legal que assegure ao adotante esse direito.

A proposta tem voto favorável do relator, o senador Acir Gurgacz (PDT-RO).

Envelhecimento saudável

Também deve ser votado o PL 2.119/2019, do deputado federal Pompeo de Mattos (PDT-RS), que busca incentivar o envelhecimento saudável da população. A proposta cria o Programa Cidade Amiga do Idoso, para incentivar municípios a adotarem medidas para um envelhecimento saudável e aumentar a qualidade de vida da pessoa idosa.

Pelo texto, o município interessado em participar do programa deve ter em funcionamento um Conselho Municipal do Idoso e apresentar um plano de ação com o objetivo de beneficiar a pessoa idosa em aspectos como: transporte, moradia, serviços de saúde, inclusão social, entre outros. A proposta tem voto favorável do relator, o senador Acir Gurgacz.

Agência Senado

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Projeto obriga autoescolas a terem veículo adaptado para pessoa com deficiência

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Foto: Reprodução/Web

Os centros de formação de condutores deverão ter veículos adaptados para a aprendizagem das pessoas com deficiência, na medida de 1 para cada 20 da sua frota. Projeto de lei com esse objetivo (PLS 294/2016), de autoria do senador Romário (Podemos–RJ), foi aprovado na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) e seguiu para análise na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

O senador Flávio Arns (Rede–PR), relator da matéria na CDH, observou que, sem veículo adaptado, a pessoa com deficiência é impedida de fazer aulas práticas de direção necessárias para a obtenção da carteira de motorista.

Na CCJ, a proposta aguarda o relatório do senador Fabiano Contarato (Rede–ES).

 

Do Senado Notícias

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Senado derruba decreto que flexibiliza posse e porte de armas

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O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (18), por 47 a 28 votos, o PDL (Projeto de Decreto Legislativo) 233/2019, que anula a flexibilização das regras para a posse e o porte de armas no Brasil.

Veja como os senadores votaram

A decisão ainda não veta totalmente o decreto assinado por Bolsonaro. Para isso acontecer, o PDL de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) aprovado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado. A derrubada efetiva do decreto ainda precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados.

‘Que Câmara não siga o Senado’, diz Bolsonaro sobre decreto das armas

Assinado por Bolsonaro, o Decreto 9785, de 2019 concede porte a 20 categorias profissionais e aumenta de 50 para 5.000 o número de munições que o proprietário de arma de fogo pode comprar anualmente. As medidas fazem parte das promessas de campanha de Bolsonaro.

Pela manhã, o presidente saiu em defesa da manutenção do decreto e afirmou que “quem está à margem da lei está armado” no Brasil. Segundo ele, a intenção é que os cidadãos tenham direito à legítima defesa.

Senadores contrários ao decreto de armas podem ter escolta

Antes do início da votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), fez um acordo e estabeleceu que a dez senadores contrários ao decreto e dez favoráveis falariam na tribuna por cinco minutos cada.

Do R7

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