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Saúde

Planos de saúde manterão atendimento de inadimplentes

Acordo foi fechado com a Agência Nacional de Saúde Suplementar

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A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) informou hoje (9) que as operadoras de planos de saúde devem manter a assistência médica aos beneficiários inadimplentes dos contratos individuais, familiares, coletivos por adesão e coletivos com menos de 30 pessoas durante a pandemia do novo coronavírus (covid-19). De acordo com a ANS, o atendimento não pode ser interrompido até 30 de junho de 2020, período de vigência do termo de compromisso que deverá ser assinado pelas empresas com a agência.

A medida foi tomada em contrapartida à liberação de R$ 15 bilhões de um fundo de reserva do setor para garantir a continuidade dos serviços médicos diante da falta de pagamento das mensalidades.

Além de garantir o atendimento, as operadoras deverão oferecer aos beneficiários a renegociação das dívidas e realizar o pagamento dos prestadores de serviços, como hospitais e laboratórios de exames, pelos trabalhos realizados entre 4 de março de 2020 e 30 de junho de 2020.

“As medidas contribuem para que o setor possa enfrentar a tendência de diminuição da solvência e da liquidez das operadoras, reflexo do cenário de retração econômica deflagrado pela pandemia, evitando que a assistência à saúde dos beneficiários seja colocada em risco”, declarou a ANS.

Agência Brasil

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Saúde

Meningite na Paraíba: mortes e casos notificados e confirmados quase dobram entre 2021 e 2022

Paraíba teve seis mortes por meningite, em 2021, e dez em 2022. Mortes são de moradores de Campina Grande, Brejo dos Santos, Igaraci, Pitimbu, Pombal, Quixabá, Rio Tinto e Sapé.

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Reprodução

A Paraíba já registrou dez mortes, 97 notificações e 38 casos confirmados de meningite, em 2022, quase o dobro dos registros obtidos em 2021, e o ano ainda nem terminou. A informação é da Secretaria de Estado da Saúde repassada ao ClickPB.

São Paulo e outros quatro estados já têm surto de meningite. Só na capital paulista, já são dez mortes no surto atual.

A coordenadora do Núcleo de Doenças e Agravos Transmissíveis, Fernanda Vieira, argumentou que “nos anos anteriores nós tivemos a pandemia. Então digamos que é normal neste ano de 2022, onde as coisas já estão começando a se acomodar e a pandemia começou a passar, que a vigilância tenha ficado mais sensível a casos de meningite.”

Ainda segundo a coordenadora, “tivemos, sim, um aumento de casos. Mas temos que lembrar que no ano passado nós estávamos com a pandemia em curso. Então isso também dificultou a notificação e identificação de casos de outras doenças, como a meningite, arboviroses e outras doenças.”

Ela lembrou que “a meningite pode ser causada por vários agentes como vírus, fungos e bactérias. A meningite que causa maior risco de surto é a meningite meningocócica decorrente da Neisseria meningitidis. Para a identificação são necessários serem realizados exames laboratoriais específicos. Por isso que alguns casos de meningite necessitam de profilaxia e outros não. Isso vai depender dos exames, da sintomatologia e da avaliação médica.”

Mortes

Foram registradas seis mortes por meningite na Paraíba, em 2021. Já são dez óbitos, em 2022. Quase o dobro. As mortes ocorreram entre moradores de Campina Grande (3), Brejo dos Santos (1), Igaraci (1), Pitimbu (1), Pombal (1), Quixabá (1), Rio Tinto (1) e Sapé (1).

Notificações e casos confirmados

Houve 53 casos notificados, sendo 25 confirmados, no ano passado. Este ano já foram confirmados 38 casos dos 97 notificados, conforme atualização desta quinta-feira (6), repassada ao ClickPB pela Secretaria de Estado da Saúde. Também quase o dobro nas duas situações.

Controle da meningite

Fernanda Vieira lembra que as medidas de controle da doença precisam ser reforçadas continuamente, com o monitoramento de casos suspeitos, acompanhando os sintomas do paciente, fazendo análises de exames e mantendo cobertura vacinal alta.

Multivacinação

A campanha de multivacinação foi prorrogada na Paraíba até 31 de outubro e inclui imunização contra a meningite.

“Existe essa necessidade da gente estar fortalecendo essas coberturas vacinais, principalmente ems menores de 5 anos. Então, pai e mãe, que tem sua criança, leve ela ao posto de saúde para ter uma avaliação da sua carteira vacinal e ter acesso a essa vacina que é gratuita. Nós estamos num momento onde várias doenças que são imunopreveníveis correm o risco de acometer a população pelo simples fato que a população perdeu o hábito de frequentar o posto de saúde, principalmente durante a pandemia, com medo de se contaminar com a Covid-19. Nós estamos passando agora por um momento em que se tem controle da Covid-19 justamente por conta da vacinação. Portanto, pai e mãe, pega sua criança, leva ao posto de saúde e vê o que ela está precisando tomar naquele momento porque isso é um ato de amor, é um ato de cuidado”, reforçou a coordenadora.

ClickPB

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Saúde

Covid-19: primeiros testes de vacina brasileira terão 400 voluntários

SpiN-TEC é desenvolvida por pesquisadores da UFMG e Fiocruz.

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© Arquivo pessoal/UFMG

Os testes clínicos da vacina SpiN-TEC contra covid-19, desenvolvida por pesquisadores do CT Vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), vão começar com um grupo de 432 voluntários, segundo detalhes divulgados hoje (3), após a aprovação dos experimentos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).  

Segundo a Fiocruz, os ensaios clínicos começam assim que a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) revalidar a aprovação concedida anteriormente, o que é necessário para contemplar as recomendações apresentadas no parecer da Anvisa.

Os testes clínicos, ou seja, os testes de uma vacina em humanos, incluem três fases antes de os desenvolvedores solicitarem o registro dos resultados às agências reguladoras. Na fase 1, é avaliada a segurança da vacina em um grupo pequeno de voluntários. Na fase 2, os pesquisadores aumentam o número de voluntários e testam também a resposta imunológica da vacina proposta. Por último, na fase 3, o número de voluntários é ainda maior, para que seja testada a eficácia da vacina na comparação com um grupo controle. 

No caso dos testes da SpiN-TEC, os pesquisadores realizarão a fase 1 em 72 voluntários, para verificar possíveis efeitos colaterais da vacina, como dor de cabeça, dor local, febre, náusea, entre outros. Os voluntários serão observados durante um ano, mas a fase 2 poderá começar caso não haja problemas dentro de quatro a seis meses após o início da fase 1.  

Na fase 2, o estudo contará com 360 voluntários. Além da segurança, os pesquisadores vão observar nessa etapa o nível de anticorpos gerados e a resposta dos linfócitos, estruturas que, juntas, poderão garantir a proteção do organismo contra o vírus SARS-CoV-2.

Segundo a Fiocruz, nas duas etapas, os voluntários serão divididos em dois grupos: um com participantes com idade entre 18 e 54 anos, que passará pelos testes primeiro; e outro, com pessoas com idade entre 55 e 85 anos. Os cientistas querem entender se a faixa etária pode interferir na resposta imunológica e também na segurança da vacina.

O lote clínico de vacinas que serão aplicadas nos 432 voluntários durante as fases 1 e 2 já está pronto. Segundo o pesquisador Ricardo Gazzinelli, coordenador do projeto, depois do desenvolvimento do processo de produção do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) no CT-Vacinas (Fiocruz/UFMG), o insumo foi transferido para a Universidade de Nebraska, nos Estados Unidos, onde ocorreu a fabricação do lote. O envase, por sua vez, foi realizado no Complexo Industrial Farmacêutico Cristália, em São Paulo.

Além de se provar eficaz, a SpiN-TEC precisará igualar ou superar a eficácia das vacinas já existentes no mercado, para que sua aprovação seja concedida, uma vez que a maioria da população já está imunizada e a vacina será usada como dose de reforço. 

Caso seja aprovada nas primeiras duas fases, o imunizante ainda passará pela fase 3 de testes que deve envolver cerca de 4 mil voluntários, e a produção das vacinas que serão utilizadas contará com uma parceria que já foi firmada com a Fundação Ezequiel Dias (Funed), laboratório central do estado de Minas Gerais, para a fabricação do IFA. O envase deve ser feito por uma empresa brasileira do setor privado que já manifestou interesse na comercialização da SpiN-TEC em caso de confirmação de sua segurança e eficácia, segundo a Fiocruz.  

Os testes laboratoriais realizados, até o momento, mostram que a vacina confere proteção contra o agravamento de casos de covid-19 sem causar efeitos colaterais relevantes em camundongos e primatas não humanos. 

Nova tecnologia

A vacina SpiN-TEC tem tecnologia diferente das quatro vacinas contra covid-19 usadas até agora no Brasil: CoronaVac, AstraZeneca/Fiocruz, Pfizer e Janssen. Ela usa a fusão de duas proteínas do SARS-CoV-2, S e N, para formar uma proteína “quimera”. Segundo os desenvolvedores, essa associação confere à SpiN-TEC um diferencial em relação aos demais imunizantes, que miram apenas a proteína S, por ser aquela que o vírus utiliza para invadir as células humanas.

O problema de atacar apenas a proteína S é que ela também é a que mais acumulou mutações ao longo da evolução do novo coronavírus, o que deu às novas variantes mais eficiência contra os anticorpos neutralizantes. A proteína N, por outro lado, é menos sujeita às mutações que geraram novas variantes.

Além da segurança da vacina, o estudo em humanos quer provar que, por conter a quimera com as duas proteínas, a SpiN-TEC poderá oferecer proteção contra o coronavírus e suas variantes, sem dar a elas maior chance de escape.

Agência Brasil

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Saúde

Campanhas de vacinação contra pólio, influenza e multivacinação são prorrogadas por mais 30 dias

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A Campanha de Vacinação contra a Poliomielite e Multivacinação que foi prorrogada até a sexta-feira, 30/9, teve novamente uma prorrogação por mais 30 dias – e vai até o dia 31 de outubro, juntamente com a vacinação contra influenza. De acordo com o Ministério da Saúde, todas as vacinas que compõem o Calendário Nacional de Vacinação, incluindo o imunizante que protege contra a pólio, segue disponível nas salas de vacinas das Unidades Básicas de Saúde.

Poliomielite – Quanto a cobertura da poliomielite, até o momento o Brasil tem 54,21% das crianças entre um e menores de cinco anos imunizadas contra a doença; a meta é 95%. A Paraíba ocupa 89,77% de cobertura vacinal. Já o município de Guarabira tem, até então, uma cobertura de 90,98% de vacinação contra a pólio.

Toda a população com menos de cinco anos precisa ser vacinada para evitar a reintrodução do vírus que causa a paralisia infantil. As crianças menores de 1 ano deverão ser imunizadas conforme a situação vacinal para o esquema primário. As crianças de 1 a 4 anos deverão tomar uma dose da Vacina Oral Poliomielite (VOP), desde que já tenham recebido as três doses de Vacina Inativada Poliomielite (VIP) do esquema básico.

Influenza – A vacina contra a influenza está disponível nas unidades básicas para todos os públicos a partir dos 6 meses de vida. A meta de 90% de cobertura vacinal estipulada pelo MS ainda não foi alcançada. Guarabira tem 80,70% do público-alvo vacinado, conforme o LocalizaSus.

Multivacinação – Para a campanha de multivacinação (atualização das cadernetas) as vacinas disponíveis são: Hepatite A e B, Penta (DTP/Hib/Hep B), Pneumocócica 10 valente, VIP (Vacina Inativada Poliomielite), VRH (Vacina Rotavírus Humano), Meningocócica C (conjugada), VOP (Vacina Oral Poliomielite), Febre amarela, Tríplice viral (Sarampo, Rubéola, Caxumba), Tetraviral (Sarampo, Rubéola, Caxumba, Varicela), DTP (tríplice bacteriana), Varicela e HPV quadrivalente (Papilomavírus Humano).

Estarão disponíveis para os adolescentes, as vacinas HPV, dT (dupla adulto), Febre amarela, Tríplice viral, Hepatite B, dTpa e Meningocócica ACWY (conjugada). Todos os imunizantes que integram o Programa Nacional de Imunizações (PNI) são seguros e estão aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Codecom

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