Cultura
Artesanato paraibano ganha espaço de divulgação e comercialização no Manaíra Shopping
O artesanato paraibano ganhou, nessa segunda-feira (14), mais uma importante vitrine para divulgação e comercialização de produtos de diversas tipologias. Uma parceria entre o Programa do Artesanato Paraibano (PAP) e o Manaíra Shopping, em João Pessoa, está abrigando peças do acervo da loja do Museu do Artesanato Paraibano Janete Costa por pelo menos 60 dias.
Cerca de 3 mil pessoas transitam nas dependências do empreendimento diariamente. Daí a importância desse ambiente para exposição e comercialização de peças da loja do Museu do Artesanato Paraibano no Manaíra Shopping, cujo público poderá apreciar e adquirir o genuíno artesanato da Paraíba.

Outro grande atrativo para os clientes o Manaíra Shopping é a presença de artesãos que vão demonstrar como ocorre o processo de produção das peças artesanais. Nesta semana, por exemplo, quem for ao Manaíra Shopping poderá conferir o trabalho de duas artesãs da renda renascença, tipologia que simboliza a riqueza do segmento no Estado.
A primeira-dama e presidente de Honra do PAP, Ana Maria Lins, ressaltou a importância de mais este momento para o artesanato paraibano. “Após o sucesso do 33° Salão, o artesão e a artesã ganham mais este espaço de divulgação e de comercialização em um dos maiores empreendimentos da região. Em nome do Governo do Estado, quero agradecer ao empresário Roberto Santiago por ter abraçado essa ideia”, disse.

A gestora do PAP, vinculado à Secretaria de Estado do Turismo e Desenvolvimento Econômico (Setde), Marielza Rodriguez, destacou a satisfação com a parceria. “É um ganho que vem coroar a realização do 33° Salão. Com este espaço no Manaíra Shopping, o nosso artesão, a nossa artesã têm o seu trabalho valorizado. Essa proximidade ajuda o paraibano a criar o hábito de usar o artesanato paraibano no cotidiano, na decoração da casa, no vestuário”, comentou.
O espaço no Manaíra Shopping, cuidadosamente planejado e decorado pela equipe do PAP, sob a liderança do designer Fábio Morais e do produtor Haendel Melo, segue até o dia 3 de abril, mostrando o que há de melhor na produção artesanal paraibana.

“Comprar artesanato gera desenvolvimento sustentável, estimula a valorização da cultura e a inclusão social do artesão”, concluiu Marielza Rodriguez.
Loja do Museu do Artesanato Paraibano Janete Costa
Local: Manaíra Shopping
Período: 14/2 a 3/4
Secom-PB
Cultura
Guarabira abre oficialmente o 7º Festival Internacional de Arte Naif com exposição e homenagens a artistas
A Prefeitura de Guarabira abriu oficialmente, na noite desta quinta-feira (28), o 7º Festival Internacional de Arte Naif (FIAN 2026), consolidando mais uma vez o município como referência cultural e artística no cenário nacional e internacional. Organizado pela Secretaria de Cultura e Turismo, a abertura aconteceu na Câmara Municipal com a entrega de premiações de menção honrosa para artistas destaques do festival, além do tradicional prêmio de aquisição, reconhecendo talentos e incentivando a valorização da arte naif.
A prefeita Léa Toscano destacou a importância do festival para o fortalecimento cultural e turístico do município. “O FIAN é um patrimônio cultural de Guarabira e um evento que apresenta nossa cidade para o mundo. É através da arte que fortalecemos nossa identidade, valorizamos nossos artistas e movimentamos o turismo e a economia local. Guarabira se orgulha em sediar um festival dessa dimensão internacional”, afirmou.
Logo após a cerimônia na Câmara Municipal, autoridades e convidados seguiram para o Casarão da Cultura, onde foi aberta a exposição do FIAN 2026. A mostra ficará disponível para visitação pública até o dia 31 de julho de 2026, reunindo 100 obras. Estão participando 80 artistas brasileiros selecionados, 20 convidados, representando 16 estados brasileiros e cinco países.Estiveram presentes o vice-prefeito Raimundo Macedo, o secretário de Cultura e Turismo Clemilson França, o artista plástico e idealizador do festival Adriano Dias, o diretor da FUNJOPE, Marcos Alves, o presidente do Fórum de Turismo do Brejo, Tiago Salvador, além dos curadores Paulo Tavares, Fábio e Manoel Onofre.
Também participaram da cerimônia e da abertura da exposição o coordenador de Cultura Percinaldo Toscano, o diretor de Turismo Betinho Alves, secretários municipais, artistas nacionais e internacionais, além da deputada estadual Camila Toscano.
Secom
Cultura
Humorista Hélio de La Peña faz show em Guarabira, neste sábado, 25
Hélio de La Peña chega neste sábado (25) a Guarabira com espetáculo de stand up e movimenta o cenário cultural neste fim de semana no Brejo Paraibano.
O humorista Helio de La Peña chega ao Nordeste com o espetáculo Preto de Neve, os Estados de Pernambuco e Paraíba o espetáculo chega com a irreverência e humor peculiar do artista. Uma apresentação que mistura histórias pessoais, crítica social e observações bem-humoradas sobre temas do cotidiano.
Conhecido pelo trabalho no Casseta & Planeta, ele leva ao palco um show afiado, construído a partir de vivências em ambientes elitizados, viagens, esportes, política e reflexões sobre identidade.
A agenda inclui Recife, João Pessoa e Guarabira no dia 25, no Teatro Geraldo Alverga. A circulação do espetáculo pelo Nordeste reforça a boa fase do comediante, que vem ampliando sua presença nos palcos fora do eixo tradicional do humor televisivo.
“Preto de Neve”
Em “Preto de Neve”, Helio costura relatos sobre sua trajetória com comentários sobre racismo, classe social e convivência em espaços nos quais, como ele próprio brinca em apresentações anteriores, muitas vezes foi o único negro presente. O resultado é um stand-up que aposta na inteligência do texto, no timing de palco e na identificação com o público, sem abrir mão da leveza e das gargalhadas.
O espetáculo também conversa com quem acompanhou a carreira do humorista na televisão, especialmente no período de maior projeção do Casseta & Planeta, mas se apresenta com linguagem atual e formato próprio, pensado para o circuito de comedy clubs e teatros. A proposta é transformar experiências pessoais em material cômico, com espaço para ironia, memória afetiva e crítica social, numa performance que alterna riso e reflexão.
Adquira já o seu ingresso:
Portal25horas
Cultura
Exposição em SP propõe releitura do sertão como espaço de resistência
Chamada de Atlântico Sertão, mostra pode ser vista no CCBB.
Quando se fala em sertão, geralmente se associa a uma região interiorana, localizada no Nordeste brasileiro, com solo mais raso e pedregoso e chuvas escassas, muito sujeita à seca.

Mas uma exposição inédita, que será aberta ao público nesta quarta-feira (15), na capital paulista, oferece novo sentido ao sertão, já que esse lugar, em verdade, não existe: os mapas oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por exemplo, não reconhecem sua existência.
Chamada de Atlântico Sertão, a mostra propõe novo significado para a região, colocando-a como espaço ampliado de resistência em defesa dos direitos humanos. Aproveitando o sentido da frase de Guimarães Rosa, “O sertão está em toda parte”, a nova exposição explora a palavra como condição humana. E discute esse novo sentido por meio da arte.
“O sertão é um termo afetivo, não é técnico ou coisa parecida. Caatinga seria o termo mais correto. O sertão é, de fato, uma espécie de construção imaginária e imagética”, disse Marcelo Campos, um dos curadores de Atlântico Sertão.
Segundo ele, o sertão foi um assunto fundamental para o século 20. “A gente conheceu o sertão pela pena e pelas canetas dos escritores Guimarães Rosa, Euclides da Cunha e tantas e tantos outros. Mas conhecemos um sertão específico, onde o grupo era chamado de povo. Era uma espécie de massa, de representação muito coletivizada e pouco de falas individuais”, acrescentou durante a abertura da mostra para convidados.
Pesquisa acadêmica
Atlântico Sertão se baseia nas pesquisas acadêmicas de Marina Maciel, responsável pela direção geral e concepção do projeto. Seu trabalho teve início com o manifesto “Direitos humanos achados na arte”, que depois deu origem ao Coletivo Atlântico, que se define como um movimento social, artístico, jurídico, político e filosófico na defesa dos direitos humanos por meio da arte.
Baseado na ideia de que o Oceano Atlântico foi o caminho do massacre colonial, o coletivo criou a primeira exposição, chamada de Atlântico Vermelho, para ser exibida em Genebra, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2024. Depois veio Atlântico Floresta, que ocorreu durante as reuniões do G20, no Rio de Janeiro. Agora, em São Paulo, o coletivo criou Atlântico Sertão como forma de dar visibilidade às pessoas que sempre ficaram à margem da estrutura colonial e que lutam, “com bravura sertaneja”, para romper as formas de opressão por meio da arte.
“Lá na ONU, a primeira ideia foi pensar o Atlântico das diásporas, dos sequestros e das travessias. E logo depois, a gente foi atualizando o projeto, pensando a floresta e os povos originários”, explicou.
Agora, falamos sobre o sertão, acrescentou. Campos lembrou que são dois biomas que constituem muitas histórias brasileiras, muitas narrativas, muitas fábulas, muitos romances, muitos livros, mas que ao mesmo tempo são dois lugares de estigmatização. “E essa exposição, agora vendo ela montada, tem um compromisso de tirar esses lugares das suas próprias estigmatizações”..
Além das exposições, o Coletivo Atlântico tem proposto um projeto de lei, em discussão no Congresso desde 2024, que pretende regulamentar a profissão de artista visual no Brasil.
“Até hoje, artistas não têm a profissão reconhecida. O artista sempre é colocado em outro tipo de categoria, porque a categoria artista plástico ou artista visual não existe na carteira de trabalho. São lutas muito básicas, direitos muito básicos que nós ainda não conseguimos conquistar”, disse o curador.
A exposição
A mostra pode ser vista no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), localizado no centro de São Paulo, e reúne trabalhos de mais de 70 artistas de diversas regiões do país. O projeto ocupa todos os andares do edifício com pinturas, esculturas, fotografias e instalações. Além de Marcelo Campos, a curadoria da exposição também é assinada por Ariana Nuala, Amanda Rezende, Jean Carlos Azuos, Rita Vênus e Thayná Trindade.
“Para essa mostra, a gente quer que o sertão diga quem ele é. Então, são artistas de diversas regiões do país que lidam, muitas vezes, com as realidades que os romances regionalistas trouxeram, mas que lidam de outro modo. O sertão não é só a terra rachada, o gado seco ou a morte. Muito ao contrário, é sinônimo de tecnologia, tecnologias que fazem com que as pessoas permaneçam vivendo em Juazeiro do Norte ou no Cariri”, ressaltou o curador.
Estruturada em seis eixos, a visita tem início em uma sala que reproduz o verde profundo das vegetações, que significam a resistência e as veredas sertanejas ou a vida que teima em florescer. No andar seguinte, o visitante se depara com uma sala azul, que mostra a imensidão do céu, refletindo sobre a liberdade e também sobre a coletividade, cosmologias e práticas espirituais. A jornada prossegue por salas em tons laranja, vermelho e amarelo que mostram o pôr do sol e as tonalidades que banham o sertão ao fim do dia, significando o fogo das lutas.
Durante o percurso, o visitante vai perpassar por discussões sobre a relação entre a terra e o mar, as heranças indígenas, africanas e populares, as práticas espirituais, a organização da vida, o conhecimento ancestral, os modos de vida, a memória e as conexões entre o Brasil e a África. Nesse último núcleo, dedicado à ligação com a África, são destacados os fluxos de pessoas e os saberes que atravessam o Atlântico, reforçando a ideia de que o sertão é também um território de circulação e permanência, onde diferentes tempos e geografias seguem em diálogo.
No andar térreo, está sendo apresentada uma instalação inédita da premiada artista multimídia biarritzzz, que foi toda projetada para essa área do CCBB. A obra reúne múltiplas telas digitais, em uma estrutura triangular que dialoga com o imaginário do sertão, em referência ao triângulo, instrumento icônico dos trios de forró. “O triângulo é um dos instrumentos musicais para os trios de forró e sertanejos. Mas é também um triângulo que junta a gente às sonoridades do deserto africano”, destacou Campos.
Além da exposição, a programação do CCBB também propõe a realização de debates com artistas e atividades educativas focadas no direito ao sonho, na reparação histórica e no papel da arte na defesa dos direitos humanos.
Após a temporada paulista, a exposição seguirá para o CCBB Salvador, em setembro, e para o CCBB Brasília, no início de 2027. Mais informações sobre a mostra podem ser obtidas no site da mostra.
Agência Brasil
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