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Saúde

Confira o que se sabe até agora sobre a vacina contra a dengue no SUS

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Foto: Rogério Vidmantas/Prefeitura de Dourados/Agência Brasil

Há pouco mais de um mês, o Ministério da Saúde anunciou a incorporação da vacina contra a dengue no Sistema Único de Saúde (SUS). Antes disso, o imunizante Qdenga, produzido pelo laboratório japonês Takeda, passou pelo crivo da Comissão Nacional de Incorporações de Tecnologias (Conitec) no SUS, que recomendou a incorporação priorizando regiões do país com maior incidência e transmissão do vírus, além de faixas etárias de maior risco de agravamento da doença. 

A partir do parecer favorável da Conitec, o ministério reforçou que a vacina não seria utilizada em larga escala em um primeiro momento, já que o laboratório informou ter capacidade restrita de fornecimento de doses. A vacinação contra a dengue na rede pública, portanto, será focada em públicos específicos e em regiões consideradas prioritárias. “Até o início do ano, faremos a definição dos públicos-alvo levando em consideração a limitação da empresa Takeda do número de vacinas disponíveis. Faremos priorizações”, disse a ministra Nísia Trindade à época. 

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O próximo passo seria um trabalho conjunto entre o Programa Nacional de Imunizações (PNI) e a Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização (CTAI), programado para as primeiras semanas de janeiro, com o intuito de definir a melhor estratégia de utilização do quantitativo disponível da vacina. Segundo o laboratório Takeda, a previsão é que sejam entregues 5.082 milhões de doses entre fevereiro e novembro de 2024, sendo que o esquema vacinal da Qdenga é composto por duas doses, com intervalo de 90 dias entre elas. 

A avaliação de especialistas da CTAI é que o ministério deve seguir a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e priorizar a vacinação contra a dengue na faixa etária entre 6 e 16 anos, conforme preconizou o Grupo Consultivo Estratégico de Peritos (SAGE, na sigla em inglês). A pasta, entretanto, informou que definiria, em conjunto com estados e municípios, qual a idade a ser priorizada dentro dessa janela, diante do quantitativo reduzido de doses. 

A vacina 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBim), a Qdenga é uma vacina tetravalente que protege, portanto, contra os quatro sorotipos do vírus da dengue – DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. Feita com vírus vivo atenuado, ela interage com o sistema imunológico no intuito de gerar resposta semelhante àquela produzida pela infecção natural. O imunizante deve ser administrado em esquema de duas doses, com intervalo de três meses entre elas, independentemente de o paciente ter tido ou não dengue previamente. 

Infecções prévias 

Quem já teve dengue, portanto, deve tomar a dose. Segundo a SBim, a recomendação, nesses casos, é especialmente indicada por conta da melhor resposta imune à vacina e também por ser uma população classificada como de maior risco para dengue grave. Para quem apresentou a infecção recentemente, a orientação é aguardar seis meses para receber o imunizante. Já quem for diagnosticado com a doença no intervalo entre as doses deve manter o esquema vacinal, desde que o prazo não seja inferior a 30 dias em relação ao início dos sintomas. 

Contraindicações 

Conforme especificado na bula, o imunizante é indicado para pessoas de 4 a 60 anos. Como toda vacina de vírus vivo, a Qdenga é contraindicada para gestantes e mulheres que estão amamentando, além de pessoas com imunodeficiências primárias ou adquiridas e indivíduos que tiveram reação de hipersensibilidade à dose anterior. Mulheres em idade fértil e que pretendem engravidar devem ser orientadas a usar métodos contraceptivos por um período de 30 dias após a vacinação. 

Eficácia 

Ainda de acordo com a SBim, a vacina demonstrou ser eficaz contra o DENV-1 em 69,8% dos casos; contra o DENV-2 em 95,1%; e contra o DENV-3 em 48,9%. Já a eficácia contra o DENV-4 não pôde ser avaliada à época devido ao número insuficiente de casos de dengue causados por esse sorotipo durante o estudo. Também houve eficácia contra hospitalizações por dengue confirmada laboratorialmente, com proteção geral de 84,1%, com estimativas semelhantes entre soropositivos (85,9%) e soronegativos (79,3%). 

Demais arboviroses 

A SBim destaca que a Qdenga é exclusiva para a proteção contra a dengue e não protege contra outros tipos de arboviroses, como zika, chikungunya e febre amarela. Vale lembrar que, para a febre amarela, no Brasil, estão disponíveis duas vacinas: uma produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), utilizada pela rede pública, e outra produzida pela Sanofi Pasteur, utilizada pelos serviços privados de imunização e, eventualmente, pela rede pública. As duas têm perfis de segurança e eficácia semelhantes, estimados em mais de 95% para maiores de 2 anos. 

Registro 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro da Qdenga em março de 2023. A concessão permite a comercialização do produto no país, desde que mantidas as condições aprovadas. O imunizante, contudo, segue sujeito ao monitoramento de eventos adversos, por meio de ações de farmacovigilância sob responsabilidade da própria empresa fabricante. 

Outros imunizantes 

A Qdenga é a primeira vacina contra a dengue aprovada no Brasil para um público mais amplo, já que o imunizante aprovado anteriormente, Dengvaxia, do laboratório francês Sanofi- Pasteur, só pode ser utilizado por quem já teve dengue. A Dengvaxia não foi incorporada ao SUS e é contraindicada para indivíduos que nunca tiveram contato com o vírus da dengue em razão de maior risco de desenvolver quadros graves da doença.

Fonte: Agência Brasil

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Saúde

Opera Paraíba realiza 60 cirurgias pediátricas de otorrinolaringologia

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Foto: Arquivo/Secom-PB/ilustração

O Programa Opera Paraíba, iniciativa do Governo do Estado, para reduzir o tempo de espera por cirurgias eletivas e agilizar o atendimento da população, realizou 60 cirurgias pediátricas no Hospital de Clínicas de Campina Grande. A ação ocorreu nesse fim de semana (24 e 25). Os procedimentos incluíram desde a remoção de amígdalas e adenoides, até correções de problemas nasais. 

Entre as 60 crianças beneficiadas com esta edição do programa, está Geyslla de Souza, de 5 anos, da cidade de Aroeiras. Daiane de Souza Gomes, mãe da menina, conta que a filha tinha várias crises de garganta, por mês, e vivia no antibiótico e indo a hospitais. Agora, ela está confiante com o resultado da cirurgia e espera que filha leve uma vida normal como qualquer outra criança. “Eu espero uma qualidade de vida melhor, que ela possa desfrutar de muitas coisas geladas, como sorvete, picolé, que ela gosta muito”, comemora.

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Para o diretor-geral do Hospital de Clínicas, Thyago Morais, o Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), vem fortalecendo o atendimento pediátrico para atender à demanda da população. “Recebemos as crianças com atividades com atenção especial para que não seja um processo traumático. Com as cirurgias, as crianças que antes não podiam brincar, agora podem ter uma infância tranquila”. 

Igor da Silva Costa , pai de Williany Thaynara, da cidade de Guarabira, conta que a filha vivia na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) tomando antibiótico por conta das crises. “Agora, ela vai ter mais liberdade, vai poder tomar um sorvete, vai ficar livre de tantos antibióticos”, conta o pai.

O Opera Paraíba é um programa do Governo do Estado que já atendeu mais de 90 mil pessoas com cirurgias de baixa, média e alta complexidade. Para ser atendido, o usuário deve procurar as Secretarias de Saúde de cada município ou fazer o cadastro acessando a página operaparaiba.pb.gov.br.

Secom

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Saúde

Governo da Paraíba avança na pactuação de parceria na gestão dos Hospitais Universitários

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Foto: Secom-PB

secretário de Saúde da Paraíba, Jhony Bezerra, participou, nessa quarta-feira (21), da reunião com a presidência do Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems-PB), superintendências dos Hospitais Universitários da Paraíba (HU) e vice-presidência da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), para avançar nas tratativas da parceria do Governo do Estado nos contratos já vigentes com os municípios de João Pessoa, Campina Grande e Cajazeiras. O objetivo da pactuação é ampliar a oferta de serviços das unidades de saúde, melhorando a assistência da média e alta complexidade.

De acordo com o gestor, o Governo da Paraíba liberou R$ 30 milhões para investir nos Hospitais Universitários. Ele explica que o recurso está sendo pactuado com a Ebserh para ser utilizado na contratação de procedimentos e serviços nessas unidades, que não fazem parte dos contratos atuais com os municípios de João Pessoa, Campina Grande e Cajazeiras. Durante a agenda dessa quarta, foi discutido quais procedimentos podem ser pactuados pelo Estado.

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“O Governo do Estado agora passará a ser um parceiro desses contratos de gestão que já existem. Dos R$ 30 milhões investidos, serão aportados R$ 6 milhões para o HU de Cajazeiras, R$ 12 milhões para o HU de Campina Grande e mais R$ 12 milhões para o HU de João Pessoa”, pontuou.

O vice-presidente da Ebserh, Daniel Beltrammi, frisou que esse é um passo importante para o Sistema Único de Saúde da Paraíba. “Respeitando as contratualizações existentes, vamos ter um suplemento estadual, por meio de uma interveniência, para que os Hospitais Universitários possam cuidar mais e melhor dos paraibanos e paraibanas”, destacou.

A agenda ocorreu na sede da SES, em João Pessoa. Para o próximo encontro, ficou encaminhada a definição dos procedimentos que poderão ser contratualizados pelo Governo da Paraíba. A previsão é que os contratos sejam assinados já em março.

Fonte: Secom-PB

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Saúde

Paraíba recebe as primeiras vacinas contra a dengue e realiza distribuição das doses nesta quinta-feira

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A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio do Núcleo de Imunizações, recebeu, nesta segunda-feira (12), o primeiro lote da vacina contra a dengue (Qdenga) com 37.040 doses do Ministério da Saúde (MS). As doses serão distribuídas pela SES, nesta quinta-feira (15), para a 1ª Região de Saúde da Paraíba.

A população alvo para a vacinação são crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, cuja faixa etária tem alto número de hospitalização por dengue. O esquema será de duas doses com intervalo de três meses entre elas. O quantitativo a ser recebido será direcionado para a primeira dose do esquema preconizado.

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O Núcleo de Imunizações da SES vai realizar, na quinta-feira (15), às 9h, um alinhamento técnico para operacionalização da vacinação com os coordenadores de imunização e operadores de sistema de informação dos 14 municípios que compõem a 1ª Região de Saúde da Paraíba: João Pessoa, Santa Rita, Cabedelo, Bayeux, Conde, Caaporã, Sapé, Alhandra, Pitimbu, Cruz do Espírito Santo, Lucena, Mari, Riachão do Poço e Sobrado.

De acordo com a chefe do Núcleo de Imunizações da SES, Márcia Mayara, a vacinação contra a dengue vai beneficiar 92.380 crianças e adolescentes de 10 a 14 anos na Paraíba. “A vacina protege contra a dengue causada pelos sorotipos 1, 2, 3 e 4 do vírus Aedes aegypti e na 1ª Região de Saúde já vamos iniciar a vacinação com todo o público da faixa etária de 10 a 14 anos. Os critérios para a escolha das localidades foram porte populacional, número de casos de dengue nos últimos 10 anos e o número de casos de dengue tipo 2 nesses lugares”, pontuou.

Importante ressaltar que, caso a criança ou adolescente tenha sido diagnosticado com dengue, é necessário aguardar seis meses para iniciar o esquema vacinal. Três meses depois da primeira aplicação do imunizante, será hora de receber a segunda dose.

O imunizante não deve ser aplicado em indivíduos com imunodeficiência congênita ou adquirida, incluindo aqueles em terapias imunossupressoras, com infecção por Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) sintomática ou com evidência de função imunológica comprometida, e em pessoas com hipersensibilidade às substâncias listadas na bula.

A vacina contra a dengue foi incorporada no Programa Nacional de Imunizações (PNI) e com essa iniciativa o Brasil se torna o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante no sistema público de saúde.

A SES informa ainda que as ações coletivas e os cuidados individuais devem continuar, pois são as melhores forma de prevenção, como a limpeza das vasilhas de água dos animais e vasos de plantas evitando o acúmulo de água, o armazenamento de pneus e garrafas em locais cobertos, bem como a limpeza das caixas d’água. Aproximadamente 75% dos focos do mosquito estão dentro de casa. A recomendação do Ministério da Saúde é para que as pessoas procurem um serviço de saúde logo nos primeiros sintomas, como febre alta, dor de cabeça, atrás dos olhos e nas articulações.

Secom

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