Conecte-se conosco

Educação

Sete alunos de Arquitetura e Urbanismo da UNIP têm seus TCCs selecionados pela ONU

Publicados

em

Reprodução

O que a Arquitetura e o Urbanismo podem fazer pelas pessoas, pelos animais, pela vegetação e pelos rios? Como todo o conteúdo da área aprendido na universidade pode ser revertido para o bem de todos e do planeta? Como projetos, planilhas e boas práticas acadêmicas na Arquitetura e Urbanismo podem trazer qualidade de vida aos indivíduos, conferindo-lhes, de maneira eficiente, saúde, educação, habitação, segurança, lazer, bem-estar e mobilidade?

Sete egressos do curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Paulista – UNIP souberam responder a essas perguntas e tiveram seus Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs), realizados no período de 2019 a 2022, selecionados para compor o Guia Acadêmico Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).

A história da criação do Guia remonta ao ano de 2015, quando a ONU propôs aos seus países-membros a implantação de uma nova programação que voltasse os olhos para o desenvolvimento sustentável nos próximos 15 anos. Nascia, então, a Agenda 2030, que contempla 17 pontos chamados de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e 169 metas a serem atingidas a partir de janeiro de 2016.

Anúncio


A Profa. Dra. Ana Elena Salvi, coordenadora-geral do curso de Arquitetura e Urbanismo da UNIP, explica que a Agenda 2030 da ONU lançou o desafio aos profissionais da Arquitetura e Urbanismo para pensar soluções sustentáveis que proporcionem oportunidades a todos de viver em espaços com qualidade ambiental, mobilidade irrestrita e infraestruturas verde e azul de qualidade, minimizando as sequelas da pobreza, da fome e da segregação, principalmente nas áreas urbanas degradadas.

“Nossos alunos e seus projetos selecionados para o Guia Acadêmico Agenda 2030 apresentaram soluções amadurecidas em suas trajetórias de formação na Universidade. A seleção desses trabalhos de graduação consolida as diretrizes pedagógicas traçadas ao longo dos anos da existência do curso de Arquitetura e Urbanismo na UNIP, direcionando o egresso a estar capacitado para enfrentar os temas mais complexos e desafiadores da nossa contemporaneidade”, esclarece Salvi.

De fato, os alunos estão em consonância com os orientadores e coordenadores. Em linhas gerais, eles afirmam que a grande base que os levou a uma publicação mundial tão relevante veio das pranchetas da UNIP: no seu estímulo à participação na seleção da ONU e em um corpo docente capacitado para oferecer sólidos conhecimentos dos meios técnicos de execução, aplicados e consolidados na prática projetiva, unidos a conceitos inclusivos que se utiliza de várias formas de representação, como croquis, desenhos técnicos (plantas, cortes e elevações), perspectivas e imagens 3D para mostrar a importância de um projeto arquitetônico.

E foi assim que realmente aconteceu. Tendo como foco o bem-estar da população, o respeito ao meio ambiente e todos os ecossistemas, os sete alunos da UNIP abordaram temáticas atuais e prementes em suas monografias: habitação voltada aos mais necessitados; implantação de agricultura urbana, com fazenda vertical, numa das grandes avenidas da cidade de São Paulo, proporcionando que o alimento chegue mais barato ao prato do consumidor; criação de espaços culturais que privilegiem integração e requalificação urbana em meio ao patrimônio histórico e cultural de municípios menores; implementação de um porto seco na cidade de Ribeirão Preto, SP, unido a um local de apoio a caminhoneiros; revitalização de área abandonada nas proximidades da junção de dois córregos, com a criação de um parque linear; requalificação fluvial; união da arquitetura com a sustentabilidade e a cultura; entre outros.

Os arquitetos brasileiros e a Agenda 2030

No Brasil, a chamada para a participação no Guia Acadêmico Agenda 2030 partiu do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), por meio do Grupo de Trabalho da Agenda 2030, da Comissão de Política Urbana e Habitação Social e da Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo (ABEA), que convidou estudantes e docentes de Arquitetura e Urbanismo para participarem da seleção. Foram inscritos trabalhos acadêmicos já aprovados e boas práticas pedagógicas que tivessem relação com um ou mais dos 17 ODS.

“A iniciativa faz parte de um conjunto de esforços que agrega líderes mundiais de 193 países, empresários, sociedade civil e profissionais das mais diferentes formações para alcançar as metas dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030. Esses objetivos vão desde cidades e comunidades sustentáveis, passando por consumo e produção responsáveis, bem como combate à fome e às mudanças climáticas”, diz o edital de seleção (https://iab.org.br/wp-content/uploads/2022/08/Edital-de-Chamamento-FINAL.pdf).

Relação dos sete alunos da UNIP e seus respectivos trabalhos selecionados de acordo com os critérios de soluções arquitetônicas e urbanísticas:

Aluna: Laura Soares Gundim – campus Marquês de São Vicente, capital paulista.  

Tema: Cluster de agricultura urbana – a Arquitetura como sistema produtivo.

ODS 2: Fome Zero e Agricultura Sustentável.

Orientação e coordenação auxiliar: Profa. Dra. Renata Priore Lima e Profa. Dra. Elida Zuffo.

Resumo: A proposta do trabalho é estabelecer um diálogo entre Arquitetura e Agricultura Sustentável. Consiste em um projeto arquitetônico de uma fazenda vertical na Avenida Sumaré, na cidade de São Paulo, SP, em atendimento à necessidade latente de enfrentar um dos desafios indicados pela segunda meta global dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – Fome Zero e Agricultura Sustentável. Assim, os objetivos deste trabalho contemplam o desenvolvimento de estratégias de qualificação urbana e paisagística que favoreçam o acesso a alimentos hidropônicos seguros, nutritivos e suficientes durante todo o ano; a implantação de um sistema sustentável de produção de alimentos por meio de cultivo vertical indoor de alta produtividade, resiliente às mudanças climáticas e às condições meteorológicas extremas; e redução da distância que o alimento percorre até chegar ao prato do consumidor. “Visa também à diminuição de emissões de gases de carbono na atmosfera, perdas energéticas, entre outros aspectos, relacionados a questões de saúde pública, bem-estar social e conservação ambiental, além de promover convívio social, vida urbana e um paisagismo funcional e comestível”, explica Laura.

Aluna: Kathelyn Muratake – campus Alphaville, Santana de Parnaíba, região metropolitana de São Paulo.

Tema: Habitação de interesse social.

ODS 16: Paz, Justiça e Instituições Eficazes.

Orientação e coordenação auxiliar: Profa. Dra. Silvana Dudonis Iizuka.

Resumo: Trata-se de um projeto arquitetônico voltado à moradia para pessoas de baixa renda. O projeto tem como intuito a garantia ao direito social, moradia digna e condições de vida adequada, prevenindo e desestimulando a formação de novos núcleos urbanos informais. “Por tratar-se de uma habitação de interesse social, o projeto se encaixa em várias categorias, como acesso ao saneamento básico e à água potável e redução da desigualdade. Nele consta também uma creche no andar térreo, oferecendo educação de qualidade para as crianças e, no mesmo pavimento, lojas e restaurantes que podem ser úteis ao crescimento financeiro e como uma oportunidade de trabalho decente para os necessitados. Abrange ainda a sustentabilidade financeira, econômica e social. As diretrizes presentes mostram o quão importante é esse tipo de projeto para o crescimento de maneira mais justa, inclusiva e sustentável”, conta Kathelyn.

Aluno: José Lucas de Arruda Ávila – campus Sorocaba, interior do estado de São Paulo.

Tema: Qualificação de planícies aluviares ocupadas – Parque Linear Varjão e Centro de Educação Ambiental de Burges.

ODS 6: Água Potável e Saneamento.

Orientação e coordenação auxiliar: Profa. Dra. Silvana Dudonis Iizuka.

Resumo: O projeto consiste na revitalização de uma área abandonada nas proximidades da junção de dois córregos. Os moradores dessa área (em geral famílias de baixa renda) frequentemente sofrem com a falta de conservação dos córregos e de seus arredores, tendo como principal problemática as frequentes cheias que, por vezes, acabam invadindo a zona urbana local. Para mitigar esse problema, o projeto propõe um parque linear que percorre toda a orla dos córregos, agindo como barreira entre os córregos e as mazelas da vida urbana. Além disso, cria um ambiente recreativo para ocupação dos moradores das comunidades próximas, que carecem de equipamentos públicos de lazer. “Para garantir um usufruto pleno do parque pela comunidade, foi pensado o projeto de um Centro de Educação Ambiental, inserido no parque e com a função de ensinar sobre meio ambiente em meio ao próprio ambiente, tendo como público-alvo as crianças da comunidade”, explica José Lucas.

Aluno: Marcelo Lúcio Galvão – campus Sorocaba, interior do estado de São Paulo.

Tema: Centro Cultural como elemento de integração e requalificação urbana em meio ao patrimônio histórico e cultural.

ODS 17 (principal); ODS 8; ODS 11; ODS 15: Parcerias e Meios de Implementação; Trabalho Decente e Crescimento Econômico; Cidades e Comunidades Sustentáveis; Vida Terrestre.

Orientação e coordenação auxiliar: Profa. Dra. Silvana Dudonis Iizuka.

Resumo: O projeto apresenta uma requalificação urbana na área histórica da fundação de Sorocaba. Após análises, notou-se que a região central apresenta grandes lotes vazios ou com edificações subutilizadas, como, por exemplo, estacionamentos e edificações em abandono, não cumprindo, portanto, uma função social. “O Mosteiro de São Bento e a Igreja de Sant’Anna marcam o local de início da civilização urbana em Sorocaba, com arquitetura inicial barroca e, posteriormente, neoclássica. Com o passar dos tempos, a área do Mosteiro é reduzida e murada, apresentando inclusive outras edificações descontextualizadas. Outro ponto importante é o Fórum Velho, que abrigou a Oficina Cultural Grande Otelo e hoje encontra-se sem uso. Assim, entendo que a requalificação urbana é uma oportunidade para diminuir as fraturas existentes e promover qualidade de vida para a população em locais onde a vida urbana acontece atualmente somente durante o dia. As edificações históricas são importantes instrumentos para abrigar museus, onde o próprio local já é uma inserção na história”, detalha Galvão.

Aluna: Tamile Mayara Ramos – campus Sorocaba, interior do estado de São Paulo.

Tema: Observatório Ambiental Cultural.

ODS 11: Cidades e Comunidades Sustentáveis.

Orientação e coordenação auxiliar: Profa. Dra. Silvana Dudonis Iizuka.

Resumo: O projeto tem como estudo a cidade de São Miguel Arcanjo, município do interior paulista onde reside a autora. Enquadra-se na categoria de Comunidades e Cidades Sustentáveis por sua implantação incorporar questões voltadas à sustentabilidade e ao cotidiano da cidade. Outro objetivo é mostrar à comunidade a importância das infraestruturas verdes e principalmente a maneira de conservá-las para as próximas gerações, por meio da criação de memórias e identidade afetiva ao espaço. “O Observatório Ambiental é uma maneira encontrada para indireta e gradativamente transformar o pensamento e as atitudes de uma comunidade, além, é claro, de ser abrigo de cultura e lazer para moradores e visitantes. Arquitetura e cultura são dois setores que devem sempre caminhar juntos: a cultura se desenvolve em espaços e a Arquitetura está aí para melhorar e fornecer mais infraestrutura para que ela possa evoluir. Espaços bem pensados e projetados só têm a contribuir para uma evolução em todos os aspectos de uma cidade, comunidade ou família”, argumenta Tamile.

Aluno: Victor Poiani de Moura – campus Ribeirão Preto, interior do estado de São Paulo.

Tema: Porto Seco de Ribeirão Preto & C.A.C. (Centro de Apoio aos Caminhoneiros.

ODS 8: Emprego Digno e Crescimento Econômico.

Orientação e coordenação auxiliar: Profa. Dra. Valéria Eugênia Garcia.

Coorientador: Profa. Ms. Norma Martins Vianna.

Resumo: Trata-se de uma estação aduaneira do interior, longe dos portos principais, que intermedeia o processo logístico de importação e exportação de produtos na macrorregião, além da instalação de um espaço apropriado para descanso, refeição e higiene de forma não precária e sem custo aos caminhoneiros. O projeto conta, ainda, com um parque com área de corrida e espaço Kids, ciclo faixa, mirante e lago artificial, com coleta de água da chuva, proporcionando lazer para uma região que não possui equipamento urbano do gênero, atraindo, assim, mais pessoas para dentro da área do projeto, tornando o local mais seguro e menos segregado. “Comecei o desenvolvimento do TCC em janeiro de 2022, foi um ano de trabalho para finalizá-lo. Foram 17 plantas, 18 cortes técnicos e 42 detalhamentos para conseguir expressar todo o estudo e empenho ao projeto. A minha maior preocupação era como fazer um projeto de 40 mil metros quadrados se encaixar na malha urbana sem restringir ou prejudicar o fluxo urbano existente. Sendo assim, identifiquei as fragilidades do bairro e região na qual o projeto iria ser instalado e propus o saneamento das mesmas”, conta Victor.

Aluno: Vagner Tonoli – campus Jundiaí, interior do estado de São Paulo.

Tema: Reinterpretando rios: o significado da paisagem na requalificação fluvial.

ODS 6: Água Potável e Saneamento.

Orientação e coordenação auxiliar: Profa. Dra. Valéria Teixeira de Paiva.

Resumo: Situado às margens do Rio Guapeva, na cidade de Jundiaí, SP, o projeto de Requalificação Fluvial proposto tem como objetivo a reinserção da linha d’água na paisagem, promovendo um reencontro entre homem e leito fluvial, utilizando-se da educação ambiental como medida de conscientização para a sensibilização do olhar e apoiando-se na paisagem fluvial e histórica que o território apresenta. Assim, a proposta urbana consiste numa intervenção segmentada em três partes: um mirante em sua costa mais elevada, resgatando a paisagem do Vale do Guapeva; um deque contemplativo, que permite maior aproximação com o rio; e uma nova travessia qualificando o fluxo de pedestres entre a parte baixa do vale e o centro da cidade. “Fazendo uso de singularidades do entorno, a peça edificada deste projeto faz a interpretação de rios urbanos, expondo suas fragilidades e criando espaços de reflexão, tomando partido dos visuais encontrados para tornar o rio um ambiente novamente afável no consciente coletivo da cidade”, detalha Vagner Tonoli.

Conheça o curso de Arquitetura e Urbanismo da UNIP: https://www.unip.br/cursos/graduacao/tradicionais/arquitetura_urbanismo.aspx

Sete alunos de Arquitetura e Urbanismo da UNIP têm seus TCCs selecionados pela ONU
Sete alunos de Arquitetura e Urbanismo da UNIP têm seus TCCs selecionados pela ONU
Sete alunos de Arquitetura e Urbanismo da UNIP têm seus TCCs selecionados pela ONU
Sete alunos de Arquitetura e Urbanismo da UNIP têm seus TCCs selecionados pela ONU
Sete alunos de Arquitetura e Urbanismo da UNIP têm seus TCCs selecionados pela ONU
Sete alunos de Arquitetura e Urbanismo da UNIP têm seus TCCs selecionados pela ONU
Sete alunos de Arquitetura e Urbanismo da UNIP têm seus TCCs selecionados pela ONU
Sete alunos de Arquitetura e Urbanismo da UNIP têm seus TCCs selecionados pela ONU
Sete alunos de Arquitetura e Urbanismo da UNIP têm seus TCCs selecionados pela ONU
Sete alunos de Arquitetura e Urbanismo da UNIP têm seus TCCs selecionados pela ONU
Sete alunos de Arquitetura e Urbanismo da UNIP têm seus TCCs selecionados pela ONU
Sete alunos de Arquitetura e Urbanismo da UNIP têm seus TCCs selecionados pela ONU
Sete alunos de Arquitetura e Urbanismo da UNIP têm seus TCCs selecionados pela ONU
Sete alunos de Arquitetura e Urbanismo da UNIP têm seus TCCs selecionados pela ONU
Sete alunos de Arquitetura e Urbanismo da UNIP têm seus TCCs selecionados pela ONU
Sete alunos de Arquitetura e Urbanismo da UNIP têm seus TCCs selecionados pela ONU
Sete alunos de Arquitetura e Urbanismo da UNIP têm seus TCCs selecionados pela ONU
Sete alunos de Arquitetura e Urbanismo da UNIP têm seus TCCs selecionados pela ONU
Sete alunos de Arquitetura e Urbanismo da UNIP têm seus TCCs selecionados pela ONU
Sete alunos de Arquitetura e Urbanismo da UNIP têm seus TCCs selecionados pela ONU
Sete alunos de Arquitetura e Urbanismo da UNIP têm seus TCCs selecionados pela ONU
Sete alunos de Arquitetura e Urbanismo da UNIP têm seus TCCs selecionados pela ONU
Sete alunos de Arquitetura e Urbanismo da UNIP têm seus TCCs selecionados pela ONU
Sete alunos de Arquitetura e Urbanismo da UNIP têm seus TCCs selecionados pela ONU
Sete alunos de Arquitetura e Urbanismo da UNIP têm seus TCCs selecionados pela ONU
Sete alunos de Arquitetura e Urbanismo da UNIP têm seus TCCs selecionados pela ONU
Sete alunos de Arquitetura e Urbanismo da UNIP têm seus TCCs selecionados pela ONU
Sete alunos de Arquitetura e Urbanismo da UNIP têm seus TCCs selecionados pela ONU
Sete alunos de Arquitetura e Urbanismo da UNIP têm seus TCCs selecionados pela ONU
Sete alunos de Arquitetura e Urbanismo da UNIP têm seus TCCs selecionados pela ONU
Sete alunos de Arquitetura e Urbanismo da UNIP têm seus TCCs selecionados pela ONU
Sete alunos de Arquitetura e Urbanismo da UNIP têm seus TCCs selecionados pela ONU
Sete alunos de Arquitetura e Urbanismo da UNIP têm seus TCCs selecionados pela ONU
Sete alunos de Arquitetura e Urbanismo da UNIP têm seus TCCs selecionados pela ONU
Sete alunos de Arquitetura e Urbanismo da UNIP têm seus TCCs selecionados pela ONU
Sete alunos de Arquitetura e Urbanismo da UNIP têm seus TCCs selecionados pela ONU
Sete alunos de Arquitetura e Urbanismo da UNIP têm seus TCCs selecionados pela ONU
Sete alunos de Arquitetura e Urbanismo da UNIP têm seus TCCs selecionados pela ONU
Sete alunos de Arquitetura e Urbanismo da UNIP têm seus TCCs selecionados pela ONU

UNIP.br

Rate this post
Anúncio


Educação

Infância Protegida: projeto do MPPB ensina crianças a reconhecer abuso e pedir ajuda

Publicados

em

Fotos: Reprodução/Assessoria

Seria apenas mais um dia normal na Escola Municipal de Educação Infantil Rotary Francisco Edwar de Aguiar, localizada no bairro de Jaguaribe, em João Pessoa. Mas uma novidade alterou a rotina, movimentou a tarde e encheu de expectativa os alunos dos 4º e 5º anos do ensino fundamental – crianças de 8 a 10 anos de idade. Eles chegaram em fila e ocuparam seus lugares na sala preparada especialmente para esse momento diferente. E, quando a promotora de Justiça Catarina Gaudêncio começou a falar, os rostinhos estavam atentos e as mãos se erguiam no ar a todo instante, um sinal da vontade de compartilhar, perguntar, participar. O assunto não era fácil, mas logo ficou evidente que muitos ali tinham um bom nível de informação sobre o tema em questão: abuso sexual.

O Ministério Público da Paraíba (MPPB), por meio da Promotoria de Justiça da Criança e Adolescente de João Pessoa, lançou o projeto “Infância Protegida”. A iniciativa é liderada pela promotora de Justiça Catarina Gaudêncio, que atua na área desde 2013 e idealizou a ação como resposta ao crescimento da demanda de casos envolvendo abuso sexual e aliciamento de crianças e adolescentes, de ambos os sexos, tanto no ambiente presencial, quanto virtual. Esse cenário inclui, ainda, o aumento dos crimes relacionados à produção, aquisição, distribuição e comercialização de imagens, vídeos ou outros registros contendo cenas de exploração e abuso sexual infantojuvenil — práticas que alimentam a rede de pedofilia e contribuem para a proliferação desse tipo de conteúdo criminoso. O objetivo central é fornecer ferramentas para a autoproteção, o respeito e o direito de viver a infância com alegria e segurança. Um projeto mais que necessário no atual contexto.

Números que assustam

A percepção da promotora sobre a capital paraibana é reflexo de uma realidade preocupante no Brasil, onde a violência sexual se mantém como a forma mais recorrente de violação de direitos contra crianças e adolescentes. 

Anúncio


De acordo com o Anuário Brasileiro da Segurança Pública, somente em 2024, foram registrados 65.395 casos de estupro e estupro de vulnerável, o que corresponde a uma taxa média de 128,5 vítimas por 100 mil habitantes na faixa etária de 0 a 17 anos, com especial incidência entre crianças de 10 a 13 anos, grupo que apresenta os índices mais elevados do país. Meninas seguem como as principais vítimas, mas o crescimento proporcional dos casos envolvendo meninos, especialmente entre 0 e 13 anos, revela uma realidade ainda mais complexa e silenciosa.

Nos últimos quatro anos, o número de denúncias de casos de exploração sexual de crianças e adolescentes recebidas pela Polícia Federal aumentou 195%. A PF realizou mais de 2 mil operações, entre janeiro de 2022 e março de 2025, contra crimes online relacionados ao abuso sexual infantojuvenil. Entre as violações mais comuns, a chantagem com fotos íntimas e o estupro virtual.

Em agosto de 2025 a ONG brasileira SaferNet, referência em direitos humanos na internet, publicou a Nota Técnica 02/2025, indicando que entre 1º de janeiro e 31 de julho de 2025, o Canal Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos registrou 49.336 denúncias anônimas de abuso e exploração sexual infantil, representando 64% do total de 76.997 notificações no período. Neste documento, além de registrar o aumento nas denúncias, a organização destaca pesquisa em andamento que evidencia como novas tecnologias, incluindo inteligência artificial, têm sido utilizadas para criar e disseminar esse tipo de conteúdo criminoso.

Embora a Paraíba apresente, em termos absolutos, uma taxa geral de estupro inferior à média nacional, os dados do Anuário revelam um crescimento preocupante dos registros. Entre 2023 e 2024, o estado registrou a maior variação percentual nacional nos crimes de estupro de vulnerável, com aumento superior a 100%, tanto nos casos envolvendo vítimas do sexo feminino quanto nos registros que incluem ambos os sexos.

A prevenção é hoje uma das ferramentas mais eficazes para romper ciclos de violência que, em grande parte dos casos, ocorrem no ambiente doméstico ou são praticados por pessoas próximas às vítimas. Ensinar a reconhecer as situações de abuso e se proteger é o que o Ministério Público pretende, com a iniciativa Infância Protegida.

 Metodologia e dinâmica

A aula piloto do projeto Infância Protegida foi realizada em novembro passado na Escola Municipal de Educação Infantil Rotary Francisco Edwar de Aguiar, em Jaguaribe. A unidade atende 198 alunos, do pré-escolar ao 5º ano do ensino fundamental. Nesta etapa inicial, o projeto focou em turmas dos 4º e 5º anos, atendendo crianças de 8 a 10 anos de idade. Uma psicóloga acompanhou a preparação do material para orientar sobre a adequação da linguagem, garantindo que os temas fossem abordados de maneira acessível e segura para o público infantil.

De forma lúdica, ao longo da tarde, a promotora de Justiça explicou sobre as partes do corpo, as diferenças entre os comportamentos adequados e inadequados, como identificar alguém mal intencionado e o que as crianças devem fazer em situações potencialmente perigosas. 

Um dos destaques da apresentação foi o perigo escondido no mundo virtual, na internet. Usando bonecos confeccionados especialmente para  tratar desse tipo de conteúdo – as crianças adoraram Lia e Pedro – e o livro “Não me toca, seu boboca!” que, por meio de uma história infantil, aborda a temática trazida para a sala de aula, Catarina Campos logo estabeleceu o diálogo e uma relação de confiança com os estudantes.

A tarde foi encerrada no pátio da escola, com uma espécie de “teste do conhecimento”, aplicado em forma de brincadeira, durante um teatro de fantoches conduzido pelas guardas municipais Isabel Jordão e Denise Quirino. Elas deram vida a personagens animados, para fazer perguntas relacionadas ao conteúdo discutido na sala. As crianças, por sua vez, respondiam levantando placas em formato de mãozinhas verdes ou vermelhas, para indicar “sim” ou “não”.  

A Guarda Metropolitana de João Pessoa é parceira do MPPB no projeto.“Para nós é uma missão muito honrosa que amplia e fortalece ainda mais as ações que o nosso teatro de fantoches já faz na sociedade, dentro das escolas municipais, estaduais e particulares também. Foi um convite da promotora Catarina e a gente registra aqui nosso agradecimento, porque ela também acaba ampliando ainda mais, junto conosco, fazendo esse fortalecimento de atividades que a gente já faz com um compromisso e uma alegria muito grande”, diz Denise Quirino.

Isabel Jordão lembra que chegar de farda aos locais tem o intuito de fazer com que as crianças olhem o guarda municipal como alguém em quem podem confiar, perto de quem se sintam seguras. E a que podem pedir ajuda nas situações de perigo: “Estamos sempre dispostos a ajudar, e qualquer caso, como foi exposto hoje, a gente tá com o 153, é só entrar em contato que a gente vai ajudar todas as crianças e adolescentes que estiverem em risco”, afirma Isabel.

A promotora de Justiça lembra que o projeto não se restringe aos estudantes: “À medida em que conscientizamos as crianças, a gente também vai ter falas com os pais, conselheiros, algumas equipes dos Creas (os Centros de Referência de Assistência Social), para multiplicar essa fala, ensiná-los a proteger e alertá-los sobre os riscos que as crianças estão correndo, sobretudo na internet.”

Para a gestora da escola, Sabrina Kely Vasconcelos Florêncio, a iniciativa do Ministério Público é algo a ser celebrado: “Aqui a gente diz que o nosso corpo é o nosso tesourinho. Não é um assunto sazonal, é preocupação do ano inteiro. Na nossa escola temos projetos sobre isso, feitos pelas nossas psicólogas, e quando recebemos algo a mais, para contribuir com nosso projeto, como essa iniciativa do Ministério Público, a gente só tem a agradecer. Nossas crianças estão extremamente felizes em ouvir mais sobre esse tema, de muita importância não só para elas, mas para aquelas pessoas que estão ao redor, seus cuidadores.”

Futuro à vista

O sucesso da aula piloto pavimenta o caminho para a ampliação da iniciativa. A meta é implementar o “Projeto Infância Protegida” em larga escala em 2026, abrangendo o público-alvo de 6 a 10 anos de idade e fortalecendo, ainda mais, o trabalho do MPPB na defesa intransigente dos direitos das crianças  paraibanas.

“A gente começa aqui nessa escola, que seria o início do que pretendemos: percorrer outras escolas, com a mesma temática “Infância Protegida” e a rede privada, porque na medida em que a criança toma conhecimento de situações de risco, ela vai conseguir identificar e se proteger, já que aqui a gente vai trazer as formas dessa proteção”, conclui a promotora.

Assessoria

Rate this post
Anúncio


Continue lendo

Educação

EAD: os dois lados da educação à distância, segundo alunos

Publicados

em

Estudantes que estão atualmente matriculados em graduações remotas ou que concluíram esses cursos recentemente apresentam os prós e os contras da modalidade. Crescimento desenfreado de matrículas levou MEC a regular setor com novas regras.

Todo ano, desde 2019, a educação à distância (EAD) é a modalidade mais escolhida por quem ingressa no ensino superior. Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em 2023, foram 3,3 milhões de novos estudantes em EAD, versus 1,67 milhão na modalidade presencial.

Em outras palavras: passamos a ter mais alunos optando por assistir às aulas em frente a uma tela do que cara a cara com o professor e os colegas.

Anúncio


➡️Nesta reportagem, a proposta não é focar na opinião de especialistas ou no desempenho de cada grupo no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). Especificamente desta vez, quem fala são os próprios alunos: eles fazem um balanço dos pontos positivos e negativos da modalidade à distância.

Uma jovem já formada diz, por exemplo, que “os professores não tinham didática para gravar vídeo. Foi tudo cru e raso, bem raso”. Outra declara que, “sem EAD, jamais teria conseguido fazer faculdade”.

Leia as diferentes histórias abaixo. Em seguida, entenda as últimas mudanças promovidas pelo MEC na EAD.

‘Não tem como ser uma boa profissional assim’

Thalyta não ficou satisfeita com a graduação no formato EAD — Foto: Arquivo pessoal

Thalyta não ficou satisfeita com a graduação no formato EAD — Foto: Arquivo pessoal

Milena Gomes, de 26 anos, entrou na faculdade de Arquitetura e Urbanismo em 2022, em um esquema híbrido, com aula presencial apenas uma vez por semana. Em tese, os encontros deveriam acontecer das 7h30 às 10h30, como foco nos conteúdos práticos.

https://7c4a21b41513a7b5359b891b3092ab82.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-45/html/container.html

“Mas vira algo muito rápido; na última vez, foram só 20 minutos. Como os alunos vão embora, a professora não tem mais o que fazer e dispensa o resto da turma. É mais para ela corrigir um exercício feito on-line e cumprir o critério. Não tem nem chamada”, diz.

➡️Insatisfeita com a formação que está recebendo, Milena decidiu migrar para um curso presencial no próximo semestre, em outra universidade. A mudança terá um custo alto — a mensalidade saltará de R$ 350 para R$ 1.800 —, mas valerá a pena, diz ela.

“Não tem como ser uma boa arquiteta assim, formada on-line. À distância, não me sinto uma estudante: não tenho troca com os colegas, não vou aos laboratórios… Só entro em um site, com tudo gravado, e cumpro os trabalhos pedidos. Se tiver dúvida, preciso mandar por chat e aguardar uma resposta.”

Ela diz que, na turma do curso híbrido, a maioria já trabalha na área de construção, seja como marceneiro, designer de interiores ou técnico de edificação. “Elas só estão lá porque precisam do diploma. Poucas pessoas são realmente cruas como eu.”

No momento, Milena analisa a estrutura de duas faculdades privadas e presenciais de Brasília, onde mora, para escolher a opção mais completa. “Vejo colegas dizendo que a universidade onde você está é muito determinante para conseguir o primeiro estágio. Por isso, quero uma que seja referência.”

‘Sem a EAD, eu não teria conseguido. Foi o que me salvou’

Cris é mãe e tem uma doença que aumenta os riscos de AVC — Foto: Arquivo pessoal

Cris é mãe e tem uma doença que aumenta os riscos de AVC — Foto: Arquivo pessoal

Cris Soares, de 40 anos, é presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e aluna do 3º ano de pedagogia da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp). Ela afirma que, se não fosse o ensino à distância, não teria sequer iniciado sua primeira graduação.

“Eu era do telemarketing. Sinceramente, sem a EAD, teria sido impossível estudar”, diz.

Cris tem uma malformação arteriovenosa no cérebro, que causa um zumbido pulsátil (barulho alto e constante na cabeça) e aumenta o risco de acidente vascular cerebral (AVC).

“Presencial, para mim, seria impossível”, afirma. O polo onde ela faz as provas fica na Famema, em Marília (SP). Se ela tivesse de ir até lá toda semana, desistiria do curso.

⌚E mais: a flexibilidade do ensino remoto permitiu que Cris conciliasse os estudos com a rotina intensa da maternidade e do estágio. “Chego em casa, almoço, fico estudando à tarde, busco minha filha na escola e volto para os livros. Posso estudar até mais de quatro horas por dia, é só organizar os horários. Flexibilidade é um ponto forte.”

Para ela, a qualidade da formação universitária depende, em grande parte, do engajamento do próprio aluno. “Vejo que as pessoas culpam a EAD pela má qualidade da educação no Brasil. Acho que [a modalidade] tem, sim, de ser regulamentada, mas a forma que tem sido feita [essa crítica] é errada. Se você se programar e se organizar, se forma”, diz.

Ela destaca a estrutura oferecida pela instituição pública onde estuda: aulas síncronas e grupos de estudo são fundamentais. “É bastante conteudista, e os facilitadores são dedicados. Tendo aula on-line ao vivo, não vejo problema algum na EAD.”

Atualmente, Cris adquire os conhecimentos práticos no estágio presencial — para ela, essa experiência é o ponto central da formação docente. “A gente só descobre se é um bom profissional na vivência dos alunos, quando coloca o pé na escola.”

‘Na graduação, foi tudo raso, parecia Youtube. Na pós, está funcionando’

Milena mudará para a modalidade presencial no próximo semestre — Foto: Arquivo pessoal

Milena mudará para a modalidade presencial no próximo semestre — Foto: Arquivo pessoal

Thalyta Soares entrou na faculdade aos 17 anos, para estudar, em regime presencial, Análise e Desenvolvimento de Sistemas. Foram só dois semestres cursados, quando uma série de impasses relacionados ao Fies fizeram com que ela migrasse de instituição de ensino diversas vezes, até desistir do diploma.

Quase 8 anos depois, Thalyta decidiu retomar a graduação, só que, dessa vez, na modalidade à distância. Foi um choque de realidade, conta.

“Era basicamente um Youtube: só vídeos gravados”, diz. “E os professores não tinham didática para gravar. Acho que eles teriam ficado mais tranquilos se pudessem ver nossos rostos e perceber se estávamos entendendo o conteúdo. Mas esse formato não deixa. Foi tudo cru e raso, bem raso.”

A única interação da jovem com os colegas de sala era por grupo de Whatsapp — e de forma superficial. “Não tinha conversa, era mais um pessoal perguntando ‘e o trabalho x?’, ‘e a nota y?’. Não vi a cara de ninguém”, conta.

🖥️Agora, aos 33 anos, ela faz pós-graduação… em EAD. Dessa vez, no entanto, a experiência vem sendo positiva por duas razões: as aulas são síncronas (ou seja, alunos e docentes interagem em tempo real), e a própria Thalyta está mais focada.

“Estou fazendo um curso com um professor brasileiro que mora na Flórida. São aulas ao vivo, então, passo as noites de sexta-feira e os sábados inteiros sentada na cadeira, acompanhando. Abro a câmera, converso [com o docente] e pergunto quantas vezes eu quiser”, afirma.

“Na EAD, a pessoa precisa ser mais madura e ter muita disciplina e estrutura. Para a galera novinha, vai depender muito do perfil, mas é mais difícil funcionar.”

‘NA EAD, adaptei os estudos ao trabalho — mas só funcionou porque já tinha feito licenciatura presencial antes’

Nayara reforça a importância da experiência em sala de aula na formação de educadores — Foto: Arquivo pessoal

Nayara reforça a importância da experiência em sala de aula na formação de educadores — Foto: Arquivo pessoal

Nayara Barbosa, de 24 anos, concluiu, no fim de 2023, sua segunda graduação: pedagogia, na modalidade à distância.

Segundo ela, o fato de já ter se formado antes em Letras – Licenciatura, em um curso presencial de uma universidade pública, fez toda a diferença para que a experiência fosse positiva.

“Cursei muitas disciplinas eletivas da Pedagogia quando fazia Letras. Então, já tinha passado por bibliotecas infantis, brinquedotecas e projetos com crianças em comunidades”, explica. “Como não fiquei sem essa vivência, pude usar a vantagem da EAD de estudar no meu tempo, em casa, adaptando a faculdade à minha rotina de trabalho. A experiência foi mais positiva.”

Nayara avalia que a parte prática é essencial para a formação de pedagogos.

“A distância nos afasta bastante disso. A troca entre alunos e professores em sala de aula é muito importante. [Antes da EAD], fiz faculdade em um lugar que tinha espaços lúdicos e contato direto com a comunidade. Isso enriqueceu muito a minha formação. Nos cursos à distância, nada disso existe.”

📉Entenda as mudanças na EAD

O crescimento da EAD levantou uma preocupação: como regular a qualidade dessas graduações? Foi nesse contexto que o MEC anunciou, no início de maio, a Nova Política de Educação à Distância:

✏️️As graduações de Medicina, Direito, Odontologia, Enfermagem e Psicologia deverão ser ofertadas exclusivamente no formato presencial.

✏️️Nenhum curso poderá ser 100% à distância. O formato EAD passa a exigir que, no mínimo, 20% da carga horária seja cumprida:

  • presencialmente — na sede da instituição ou em algum campus externo, com todos os participantes (professores e alunos) fisicamente presentes—;
  • ou por atividades síncronas mediadas (como aulas on-line ao vivo, por exemplo).

Veja mais detalhes aqui.

Secretária do MEC tira dúvidas sobre regras do EAD

Secretária do MEC tira dúvidas sobre regras do EAD

Do G1

Rate this post
Anúncio


Continue lendo

Educação

Guarabira conquista 2º lugar na Paraíba em número de alunos do Programa Brasil Alfabetizado

Publicados

em

Guarabira vem se destacando na luta contra o analfabetismo. O município ocupa atualmente o segundo lugar na Paraíba com maior número de estudantes cadastrados no Programa Brasil Alfabetizado (PBA), uma iniciativa do Governo Federal que busca garantir o acesso à leitura e à escrita para jovens, adultos e idosos que não puderam estudar na idade certa.

Criado em 2003, o PBA tem como objetivo alfabetizar pessoas a partir dos 15 anos de idade, promovendo cidadania e inclusão social. Em Guarabira, o programa está presente tanto na zona urbana quanto na zona rural, com resultados expressivos:

 • 540 alfabetizandos (alunos)

Anúncio


 • 26 alfabetizadores (professores)

 • 19 turmas na zona urbana, incluindo unidades no CRAS e no bairro Jáder Pimentel

 • 7 turmas na zona rural, atendendo comunidades como Pirpiri, Escrivão, Maciel, Passagem, Passassunga, Serrinha e Contendas

Para a coordenação municipal do programa, os números refletem o compromisso de Guarabira com a educação inclusiva. “É muito mais do que ensinar a ler e escrever. É devolver autoestima e dar voz a quem, por muitos anos, viveu à margem do conhecimento”, afirma a coordenação.

Secom

Rate this post
Anúncio


Continue lendo
Apoio
Apoio
Apoio
Apoio
Apoio
Apoio
Apoio
Apoio

Mais Lidas