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Saúde

Helicóptero vai agilizar atendimento médico a índios no Amazonas

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O Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Parintins, no Amazonas, e mais seis municípios do interior do estado e do Pará, passarão a ter um helicóptero para atendimento aos pacientes. Os serviços da unidade beneficiam cerca de 17 mil pessoas distribuídas, segundo a Fundação Nacional do Índio (Funai), em três terras indígenas: a Andirá-Marau, onde vivem os Sateré-Mawé; a Nhamundá-Mapuera, povoada pelos Hixkaryana, Katuenayana, Katxuyana e Waiwai; e a Kaxuyana/Tunayna, que leva o nome dos dois povos que a habitam.

O helicóptero será usado em atividades de vacinação, deslocamento das equipes multidisciplinares de saúde indígena, entrega de equipamentos e insumos médicos e odontológicos. A aeronave poderá ser empregada ainda no acompanhamento de obras ligadas à unidade gestora, uma das 34 operantes no país, conforme dados do Ministério da Saúde.

O coordenador do Dsei Parintins, José Augusto dos Santos Souza, disse que, para o helicópttero começar a operar precisa concluir a tramitação do processo de contratação de uma empresa especializada em fretes aéreos. A expectativa é de que a Consultoria Jurídica da União no Amazonas, vinculada à Advocacia-Geral da União (AGU), libere, nas próximas semanas, o parecer exigido para a assinatura do contrato, de modo que a aeronave já esteja voando até o fim de março. Além da documentação, o Dsei precisará de um heliporto, para que os embarques e desembarques sejam feitos adequadamente.

Em entrevista à Agência Brasil, o coordenador disse ainda que o helicóptero é importante por agilizar o transporte de pacientes em estado grave e facilitar o acesso dos agentes de saúde a áreas mais remotas. Uma das dificuldades enfrentadas pelos profissionais, segundo ele, é a demora da chegada ao destino quando o deslocamento é feito por hidrovias.

Em alguns casos, informou, esses deslocamentos levam até dois dias. “Com o helicóptero, cai para 10 horas. Tem vezes, em que são 15 horas de lancha, que você faz em 28 minutos, de helicóptero”, explicou. Indagado sobre as doenças que mais acometem a população que atende, Souza disse que há muita procura pelo tratamento de tuberculose e que, entre as urgências mais comuns, estão as referentes a picadas de cobra.

“Ainda temos um número elevado de tuberculose, em razão da qualidade da alimentação da população indígena, que a deixa mais vulnerável. Nesse período, em que o Rio Amazonas vai enchendo, temos uma elevada taxa de acidentes ofídicos, porque as cobras acabam subindo para as comunidades. Todos os anos, isso ocorre e a gente já prepara, antes, doses de soro antiofídico. Temos muitas emergências por causa disso e o helicóptero dará maior agilidade aos salvamentos”.

Perfil no consultório indígena

Algumas doenças apresentam, de fato, maior incidência entre os índios, na comparação com a parcela não indígena da população brasileira. Como constata o 1º Inquérito Nacional sobre Saúde e Nutrição dos Povos Indígenas, que tabulou dados de 2008 e 2009, a desnutrição afeta 25,7% das crianças indígenas, enquanto a média entre não indígenas é 7,1%.Com a anemia ocorre o mesmo. A condição afeta mais da metade (51,2%) das crianças indígenas, mais do que o dobro da taxa observada entre não indígenas (20,9%).

Quando se fala em mulheres indígenas adultas, a anemia também se faz presente. No total, conforme o levantamento, naquele período 33% apresentavam sintomas a ela relacionados, ante uma taxa de 29,4% entre adultas não indígenas.

Na época do estudo – elaborado pelo governo federal, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Universidade de Gotemburgo (Suécia) -, a hipertensão, que se sobressaía como uma das condições com nível mais baixo no grupo de mulheres indígenas, comparativamente ao das não indígenas, se tornou um dos focos do atendimento do Dsei Parintins. Ao menos, entre homens.

Segundo o coordenador, as aldeias indígenas da região têm o costume de salgar os alimentos como modo de conservá-los por mais tempo. A técnica, que retarda a proliferação de micro-organismos capazes de causar intoxicação, apesar de funcionar a contento, por um lado, acarreta, por outro, danos para a saúde. De acordo com estudos médicos, o cloreto de sódio artua no aumento da vasoconstrição (contração dos vasos sanguíneos), o que gera um aumento da pressão arterial.

“A gente começa, hoje, também a enfrentar um alto índice de indígenas com hipertensão e também contraindo diabetes, em razão da alimentação. Eles passaram a usar mais o sal, tendo em vista que a maioria das aldeias não têm energia elétrica e acabam usando o sal para manter os alimentos. Outro problema é o refrigerante. É difícil porque, depois que experimentam, não querem largar, principalmente as crianças”, disse Souza.

Fonte: Agência Brasil

Saúde

Promotoria da Saúde instaura procedimento para acompanhar medidas de prevenção ao novo coronavírus

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A Promotoria de Defesa da Saúde de João Pessoa instaurou um procedimento administrativo para acompanhar e fiscalizar as ações e medidas que estão sendo executadas pela gestão estadual e municipal de saúde da Paraíba para prevenção, controle e contenção de riscos de danos e agravos à saúde pública em decorrência do novo coronavírus e se bem atendem às diretrizes, protocolos e demais normativos instituídos pelo Ministério da Saúde.

O procedimento foi instaurado pela 48ª promotora de Justiça da Capital, Maria das Graças Azevedo. Ela determinou que a Secretaria de Estado da Saúde informe, no prazo de 10 dias, a existência de profissionais designados para compor o Centro de Operações de Emergência (COE); se foram definidas as diretrizes estaduais para vigilância, prevenção e controle relacionados ao novo coronavírus, em conformidade com as diretrizes, protocolos, normativas e orientações do Ministério da Saúde/Anvisa atualizados.

Também deve informar se as notas técnicas e informativas ou de procedimentos e as ações relativas à resposta rápida para vigilância prevenção e controle relacionados ao novo coronavírus foram encaminhadas para cumprimento aos Municípios das regiões do Estado de PB e as providências adotadas para a detecção do vírus, bem como o acompanhamento da sua manifestação e controle da transmissão nas unidades e hospitais da rede estadual de saúde.

No mesmo prazo, a Secretaria de Saúde de João Pessoa deve informar e comprovar as medida adotadas, no âmbito da rede municipal de saúde, para vigilância, prevenção e controle relacionados ao novo vírus e qual o fluxo de paciente com suspeita de infecção para o devido encaminhamento ao hospital designado como referência estadual ao tratamento e isolamento do paciente nesse situação.

Na portaria de instauração, a promotora destaca que o Ministério da Saúde declarou a situação de emergência em saúde pública de importância nacional em decorrência da infecção humana pelo novo coronavírus, haja vista que a situação demanda o emprego urgente de medidas de prevenção, controle e contenção de riscos, danos e agravos à saúde pública; bem como exige resposta coordenada das ações de saúde de competência da vigilância e atenção à saúde, entre as três esferas da gestão do SUS.

Assessoria/MPPB

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Saúde

Pilates: previne queda e ajuda no ganho de equilíbrio para os idosos

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Especialistas da MetaLife afirmam que essa modalidade é uma das mais procuradas na terceira idade.

De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), existem cerca de 23,5 milhões de brasileiros na terceira idade e estipula-se que em 2026, o Brasil será o sexto país com mais idosos no mundo.

Na terceira idade, o corpo apresenta-se mais frágil e a pessoa fica sujeita à diversas patologias, por isso, é muito importante praticar atividades físicas e ter uma boa alimentação durante essa fase.

Atualmente, a prática de atividades físicas não é direcionada apenas para fins estéticos. Cada vez mais, as pessoas estão em busca de uma melhor qualidade de vida.  Exemplo disso é que boa parcela das pessoas que estão na terceira idade que buscam alternativas saudáveis para manter a saúde e o bem-estar em dia, e o Pilates está entre as modalidades mais procuradas.

Quando se pratica Pilates, o corpo todo se movimenta. Especialistas da MetaLife Pilates – líder sul americana na fabricação de equipamentos de Pilates, e 2ª do mundo no segmento – denotam que entre os diversos benefícios para os idosos, a atividade previne queda, ajuda no ganho de equilíbrio, realinhamento e correção postural, melhora as articulações (reduzindo os sintomas da osteoporose), melhora a circulação sanguínea, previne doenças como o AVC e o ataque cardíaco, proporciona bem-estar e ajuda na saúde mental.

MetaLife Pilates – A empresa é líder sul americana na fabricação de equipamentos de Pilates, e 2ª do mundo no segmento. Referência em qualidade, os produtos atendem os mais exigentes padrões mundiais do mercado, busca continuamente inovação e excelência na produção de equipamentos e acessórios, e no relacionamento com os clientes. Possui mais de 30 mil estúdios vendidos em 14 anos de história com presença em mais de 15 países. Site: https://metalifepilates.com.br

Redes Sociais:

Instagram: @metalifepilates

https://www.instagram.com/metalifepilates/

 

Assessoria

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Saúde

Entram em vigor na Paraíba três leis com novas regras para hospitais e planos de saúde

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Três leis que disciplinam novas condutas e relações na área de saúde na Paraíba entraram em vigor nesta quarta-feira (12). Entre as leis que foram publicadas no Diário Oficial do Estado (DOE) da Paraíba desta quarta, a lei 11.633 prevê punições às operadoras de planos de saúde no estado que estabelecerem limites de prazo, valor ou quantidade para internações em hospitais.

As outras duas leis voltadas à área de saúde, 11.634 e 11.635, estabelecem, respectivamente, que a rede privada ofereça leito separado para mães de natimorto ou com óbito fetal e impede a cobrança de adicional pelo uso de equipamentos suplementares em leitos de hospitais, clínicas, maternidades e demais unidades de saúde.

A lei 11.633, de autoria da deputada Pollyana Dutra (PSB) que prevê punição aos planos de saúde que eventualmente limitem as internações podem ser multadas no valor de 2.000 Unidades Fiscais de Referência do Estado da Paraíba. No caso de uma punição em fevereiro de 2020, quando a UFR é de R$ 51,51, o plano pode ser multado em cerca de R$ 103 mil.

Em situação de reincidência, as sanções são mais pesadas, dentre elas a proibição de firmar contrato com a administração pública direta ou indireta, de participação de processo de licitação, e de isenção ou remissão de tributos fiscais. “A multa administrativa de que trata esta Lei será imposta independentemente de instauração de inquérito policial, processo criminal ou condenação penal transitada em julgado, em razão do fato”, afirma a texto.

No caso da lei 11.634, escrita pela deputada Camila Toscano (PSDB), as mães de bebês natimortos ou que tenham passado por óbito fetal devem ter tratamento diferenciado por partes das unidades de saúde da rede privada, ficando separada das demais mães e tendo à disposição acompanhamento de profissionais de psicologia.

Por sua vez, a lei 11.635, do deputado Adriano Galdino (PSB), que impede a cobrança de unidades de saúde pelo uso de equipamentos suplementares estabelece como equipamentos vedados de cobrança extra: ar-condicionado, televisão e internet. O descumprimento da lei implicará nas sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor.

Fonte: G1 PB

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