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Educação

Sessão especial discute com professores e alunos novas alternativas de ensino na Paraíba

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A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) realizou, nesta terça-feira (30), uma sessão especial para debater as novas alternativas em educação na Paraíba. A sessão, proposta pelo deputado Chió (REDE), aconteceu no Plenário José Mariz, e também comemorou o Dia Mundial da Educação, celebrado em 28 de abril. O evento aconteceu no Plenário Deputado José Mariz e contou com a presença de prefeitos, professores, diretores e gestores da educação na Paraíba.

Com o intuito de apresentar ao Parlamento paraibano e à população novas formas de fazer educação na Paraíba, o deputado Chió lembrou que é no Poder Legislativo que nascem os projetos, que se transformam em Leis e trazem benefícios ao povo paraibano. “Com esse evento, a gente quer mostrar que existem outras formas de educação na Paraíba e este estado precisa conhecer. A ideia é compartilhar”, declarou Chió.

O parlamentar destacou que as técnicas desenvolvidas nas mais variadas escolas da Paraíba precisam ser trazidas à Assembleia. “Aqui na Casa são elaboradas as leis e os marcos regulatórios. A educação precisa inovar, mudar e ter uma nova pauta. A Assembleia Legislativa é o local ideal para que a gente possa estar captando novas técnicas de trabalho para a educação. Queremos compartilhar conhecimento. Nós ouvimos todos os representantes presentes na sessão e a ideia é buscar soluções para a melhoria do setor”, declarou o deputado.

Para a deputada Pollyana Dutra, é fundamental que o parlamento, eleito pelo povo, ouça e discuta novas técnicas da educação, para que desta forma novas leis sejam elaboradas. “Estar junto com a população e os representantes dos setores é de extrema importância, pois não há como deixar que tudo seja decidido apenas pelo Executivo. O mundo mudou e a educação tem que se adaptar a essas transformações. Tem que dinamizar, e essa dinâmica tem que passar pelo parlamento”, afirmou.

Educação, na opinião o deputado Raniery Paulino, é um tema de extrema relevância e precisa ser debatido constantemente. O parlamentar lembrou que as novas alternativas de ensino devem se adequar inclusive à inclusão social. “Tenho trabalhado com educação inclusiva, especificamente para crianças que têm síndrome de down, autismo. O momento é de somar esforços”, opinou Raniery.

Trazer à ALPB os profissionais que atuam na área da educação, de acordo com o deputado Eduardo Carneiro, é tratar da política mais importante do mundo. Segundo ele, é preciso apresentar novas alternativas para lidar com uma geração que não mais se sente atraída pelo modelo tradicional de ensino. “São novas alternativas para que estas crianças de hoje, amanhã se tornem cidadãos que possam trabalhar na área que se identifiquem. Acredito que debater educação é, acima de tudo, um grande aprendizado”, disse o deputado. Eduardo Carneiro acrescentou ainda que trazer à Casa do Povo instrutores, professores e alunos de várias regiões do estado ajuda a dar sequência ao trabalho do parlamentar na elaboração de encaminhamentos para o tema.

A deputada Camila Toscano disse que é ouvindo a população, suas idéias e reivindicações, que o parlamento pode conhecer melhor as demandas e as inovações. Desta forma, segundo ela, é possível trazer temas de relevância para o Legislativo. “Nós fazemos um papel importante na Casa, que é o de conviver com a sociedade e evoluir com ela. Precisamos acompanhar essa nova era, essa nova geração. Temos que buscar alternativas para atrair nossas crianças para a escola no sentindo de querer participar. Aqui é um lugar bacana para realizar esse debate e construir ideias e pensamentos para fazer uma nova Paraíba”, disse.

Os presentes na sessão assistiram ainda a uma palestra da professora Leila Coelho, gestora da Escola Nossa Senhora do Carmo, na zona rural de Bananeiras, e membro do Núcleo de Educação Transformadora da Paraíba. A palestrante apresentou uma nova metodologia de ensino que foi implantada na escola e que, segundo ela, foge do tradicional, aonde toda a didática é colocada de forma vertical, ou seja, partindo do professor para o aluno. A idéia implantada na escola, de acordo com a gestora, é construída a partir do interesse do aluno.

“Na era que a gente vive, esse modelo conhecido como ‘bancário’, como Paulo Freire coloca, não atende mais as reais necessidades do educando de hoje. A gente precisa parar, olhar e perguntar para o educando o que eles querem. Hoje, a gente vem mostrar que essa experiência na Paraíba está sendo reconhecida e alcançando resultados”, ressaltou. A Escola Nossa Senhora do Carmo, de acordo com Leila Coelho, excluiu o modelo de séries no ano de 2015 e desde então atua sem provas e com todas as crianças integradas.

Participaram da sessão especial os deputados Cabo Gilberto, Tovar Correia Lima, João Henrique; os prefeitos Olivânio Dantas, do município de Picuí; e André Alves, do município de Remígio; o secretário de Educação Alexandre Rufino, da cidade de Remígio; o representante da classe estudantil, Humberto Balbino, da Escola Integral José Bronzeado Sobrinho; e o gerente executivo da Secretaria de Estado da Educação, Ciências e Tecnologia, professor Robson Ferreira.

Assessoria/ALPB

 

Educação

MPPB discute perspectiva para a educação na pandemia com representantes do Estado e PMJP

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O Ministério Público da Paraíba realizou, nesta terça-feira, reuniões com as Secretarias de Saúde e de Educação do Estado e com representantes da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) para discutir as perspectivas para a educação, diante da pandemia, no Estado e na Capital.

A primeira reunião teve a participação do procurador-geral de Justiça, Francisco Seráphico Ferraz da Nóbrega Filho; do corregedor-geral do MPPB, Alvaro Gadelha; do procurador de Justiça Francisco Sagres; dos promotores de Justiça Raniere Dantas (coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias da Saúde) e Juliana Couto (coordenadora do Centro de Apoio Operacional às Promotorias da Educação); do secretário de Educação, Cláudio Furtado; e do secretário executivo da Saúde, Daniel Beltrame.

O procurador-geral agradeceu a presença dos secretários e destacou que o Ministério Público está acompanhando as questões referentes à educação e retomada das aulas presenciais de forma gradual e com segurança. 

O secretário Cláudio Furtado falou sobre o Plano Educação para Todos em Tempos de Pandemia (PET-PB) que define o processo de retomada das aulas presenciais de modo seguro e que o retorno na modalidade híbrida estava previsto para o dia 1º de março na Educação Infantil e nos primeiros anos do Ensino Fundamental. Entretanto, devido ao agravamento da pandemia, o retorno gradual foi prorrogado. O secretário afirmou que o plano consiste em três etapas de retomada do sistema híbrido.

O secretário Daniel Beltrame explicou que é preciso avaliar o cenário epidemiológico nos próximos 15 dias para averiguar o impacto das últimas medidas restritivas tomadas pelo Estado, ressaltando que as escolas são locais de encontros obrigatórios. Ele falou ainda que, a cada etapa da reabertura, conforme o PET-PB, o Estado fará o inquérito sorológico.

O promotor Raniere Dantas falou sobre a necessidade de ser observada a singularidade de cada local para definição do retorno de aulas presenciais. A promotora Juliana Couto apontou que os gestores públicos devem olhar a educação como prioridade, destacando que a reabertura deve ser gradual e com cumprimento de todos os protocolos sanitários. Ele pontuou ainda os prejuízos pedagógicos para os estudantes com as escolas permanentemente fechadas.

O corregedor-geral destacou que a primazia deve ser a questão da segurança de acordo com a realidade da pandemia no momento. O procurador Francisco Sagres defendeu a implantação gradual do sistema de ensino híbrido com protocolos rígidos.

Ao final, os secretários informaram que, caso se mantenha o cenário de melhora da pandemia, como registrado nos últimos dias, haverá o prosseguimento do PET-PB, com previsão de retorno das aulas presenciais dentro do sistema híbrido ainda para este mês de abril.

Reunião com o Município

Na segunda reunião, os representantes do MPPB debateram sobre as medidas relacionadas à rede municipal de ensino da Capital com o procurador-geral do Município, Bruno Nóbrega, e com a diretora da Vigilância em Saúde, Aline Grisi. 

A diretora Aline Grisi explicou que haverá uma transição gradativa e monitorada e que todos os protocolos para as escolas municipais já estão prontos. Ela informou ainda que existe um comitê avaliando o cenário epidemiológico para a tomada de decisão sobre o nível da transição. 

Ainda conforme a diretora, haverá fiscais exclusivos nas escolas, cronograma de sanitização das unidades e testagem em massa de forma a garantir um ambiente seguro para estudantes e profissionais da educação.

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Cidades

Estudo reúne pesquisas sobre educação na pandemia

Suspensão de aulas presenciais mostrou uma série de desigualdades

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A pandemia do novo coronavírus teve grande impacto na educação brasileira em 2020. A suspensão das aulas presenciais nas escolas públicas e particulares evidenciou uma série de desigualdades, deixando, inclusive, estudantes sem atendimento. A publicação Retratos da Educação no Contexto da Pandemia do Coronavírus – Um olhar sobre múltiplas desigualdades reúne cinco estudos, realizados entre maio e julho de 2020, que se propuseram a coletar dados e depoimentos sobre o ensino no país. 

“A ideia é ter um material que traga as visões de diferentes atores, como foi esse período para os professores, como foi para os pais, como foi para os gestores, em se tratando de tomada de decisão para a educação. Assim, passar uma visão completa de qual foi o cenário educacional nesse período”, explica o diretor-fundador do Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), Ernesto Faria, um dos participantes do estudo. 

A compilação pode, de acordo com Faria, servir como subsídio para que redes de ensino e escolas possam se preparar melhor para 2021. “[A pandemia] é um período que gera várias desigualdades. A gente precisa entender quais desigualdades são essas para daí poder tentar se antecipar a alguns problemas, como a evasão dos alunos”, diz. 

Uma das pesquisas que integram a publicação, realizada pela Fundação Lemann, o Itaú Social e Imaginable Futures, mostra que três meses depois do início da suspensão das aulas presenciais, ainda havia cerca de 4,8 milhões de estudantes, o equivalente a 18% do total de alunos do ensino fundamental e do ensino médio da rede pública, que não teriam recebido nenhum tipo de atividade, nem por meios eletrônicos, nem impressos. 

Além disso, mais de quatro em cada dez estudantes, o equivalente a 42%, não teriam, segundo seus familiares, equipamentos e condições de acesso adequados para o contexto da educação não presencial. Ficaram também evidentes desigualdades regionais. Enquanto quase sete em cada dez estudantes do ensino médio na região Sudeste tiveram aulas online mediadas por seus professores, essa proporção foi de pouco mais de quatro em cada dez nas regiões Nordeste e Sul.

Um dos grandes impactos a ser sentido ainda este ano, de acordo com Faria, poderá ser o aumento da evasão escolar daqueles que não seguirão estudando em 2021. Mais de um em cada quatro jovens do ensino médio já pensou em não voltar para a escola ao final do período de suspensão das aulas, segundo estudo realizado pelo Conselho Nacional de Juventude (Conjuve) e por parceiros. 

Com análise e texto de Ana Lúcia Lima, da Conhecimento Social, integram a publicação a Fundação Carlos Chagas, Fundação Roberto Marinho, Fundação Lemann, o Itaú Social, Instituto Península e Iede. O estudo está disponível na íntegra na internet.

Agência Brasil

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Educação

Gabaritos do Enem serão divulgados nesta quarta-feira

Consulta pode ser feita no portal do Inep

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©Rovena Rosa/Agência Brasil

Os participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 poderão conferir nesta quarta-feira (27) os gabaritos oficiais das provas objetivas do exame. O Enem impresso foi aplicado nos dias 17 e 24 de janeiro. Os participantes resolveram questões objetivas de matemática, ciências da natureza, ciências humanas e linguagens. Fizeram também a prova de redação, a única subjetiva do exame. 

Os gabaritos serão divulgados no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Mesmo com os gabaritos em mãos, não é possível saber a nota no exame. Isso porque o Enem é corrigido com base na chamada teoria de resposta ao item (TRI), que leva em consideração, entre outros fatores, a coerência de cada estudante na própria prova.

Ou seja, se ele acertar questões difíceis, é esperado que acerte também as fáceis. Se isso não acontecer, o sistema entende que pode ter sido por chute. O estudante, então, pontua menos que outro candidato que tenha acertado as mesmas questões difíceis, mas que tenha acertado também as fáceis.  

A previsão para a divulgação dos resultados finais é dia 29 de março. Nessa data, os participantes saberão também quanto tiraram na redação. No entanto, somente depois da divulgação do resultado, em data ainda a ser definida, os candidatos terão acesso à correção detalhada da prova de redação, apenas para fins pedagógicos. 

Ao todo, segundo o Inep, cerca de 2,5 milhões de candidatos fizeram as provas este ano, número que representa menos da metade dos participantes inscritos nas provas. O Enem 2020 terá ainda uma versão digital, que será aplicada nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro.

As notas poderão ser usadas para acessar o ensino superior e participar de programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) – que oferece vagas em instituições públicas – Programa Universidade para Todos (ProUni) – que oferece bolsas de estudo em instituições privadas – e, Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que oferece financiamento em condições mais vantajosas que as de mercado. 

Reaplicação

O Enem ocorreu em meio à pandemia do novo coronavírus e, por isso, adotou uma série de medidas de segurança, como o uso obrigatório de máscaras. Os participantes que estivessem com sintomas de covid-19 ou outra doença infectocontagiosa não deveriam comparecer aos locais de prova.

Esses estudantes poderão fazer o exame na data da reaplicação, nos dias 23 e 24 de fevereiro. Para isso, aqueles que ainda não o fizeram, têm até o dia 29 para solicitar a reaplicação na Página do Participante.] Podem também pedir para participar da reaplicação os candidatos que foram prejudicados por questões logísticas, como falta de água ou luz e aqueles que foram impedidos de fazer o exame porque as salas estavam lotadas e era preciso garantir o distanciamento entre os participantes. Segundo o Inep, isso ocorreu em pelo menos 37 escolas de 11 cidades.

As provas foram canceladas no estado do Amazonas, em Rolim de Moura (RO) e em Espigão D’Oeste (RO) por causa da pandemia. Esses estudantes também deverão fazer o exame na data da reaplicação. Eles não precisarão, contudo, solicitar a participação. Segundo o Ministério da Educação, foram cerca de 20 ações judiciais em todo o país contrárias à realização do exame.

Agência Brasil

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